A GAIOLA DOURADA

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E não é que “fui ao nimas”!? É verdade! Depois de ter conversado no programa desta manhã com Rúben Alves, realizador e autor do filme “A Gaiola Dourada”, deu-me na veneta não deixar para o DVD, que por cá há-de sair lá para o Natal, o que podia hoje mesmo ver na tela. Confesso que há muito não me via no escurinho do cinema, prefiro as fitas em casa, sabendo que não é mesma coisa mas que, pelo menos, posso ver e rever as cenas que mais me agradam as vezes que bem entender. E depois não há telemóveis a tocar, pipocas a trincar ou refrigerantes a… você sabe!
Que vos posso dizer acerca do filme que não tenha sido já referido e particularmente por milhares e milhares de emigrantes? Que é um olhar terno, e ao mesmo tempo lúcido, da vida de quantos, sobretudo na década de sessenta, procuraram noutros países um outro conforto e desafogo, sempre com o objectivo de um dia regressarem ao seu chão.

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O realizador, nascido em Paris, celebra deste jeito seus pais portugueses do Norte, ele operário da construção civil e ela porteira, tal e qual os protagonistas do filme, e neles toda uma geração feita de coragem e sofrimento no afã de triunfar em sociedades, por vezes hostis e sobranceiras, à custa de muita labuta reconhecida como de qualidade e imprescindível. A trama faz-nos soltar gargalhadas e lágrimas, como se isto de se ser português tenha algo de tragicomédia. E não terá?! “Este filme é a nossa vida”, diz a maioria que o viu, de brilho nos olhos e nos lábios. Um filme que conquista, porque feito com verdade, porque feito com o coração. Saí do cinema de bem com quantos sabem honrar este país. Parabéns Rúben.

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