
É diferente da sua, por certo, que dela terá a imagem da pantalha, ao passo que eu partilho com ela uma boa fatia do dia. E já vai para dez anos. Sei das ambições que a alimentam, não sem que dê espaço para que a Vida aconteça. Sei da inquietude que a estimula. Sei da criatividade que a desafia. Nela medra a semente do talento. É terreno fértil de ideias e olhares, botados no labor diário de fazer televisão e assim se dar aos outros. Como que a querer tornar virgem o que é relho, através de um outro ângulo, o do inesperado e luminoso. Insubmissa, recusa o óbvio, o fácil, o desenxabido. É ela em cada instante que é, e assim acende o seu caminho, nele fazendo entrar quantos acreditam. Sei das suas fragilidades, que as tem, por ninguém ser perfeito, sem que delas faça culpas possíveis, antes as usa para se entregar inteira.
Emprenha a manhã de risos e dichotes e seus olhos salpicam-se de ilusão. A ilusão de que todos os dias são claros. Mordem-na ventos de invídia, mas até esses sabe aplacar com delirante graça.
Sei do sonho que nela habita e onde cabem príncipes por encantar.
Se eu podia viver sem a Cristina? Claro que podia!… Mas não seria a mesma coisa! Por isso, quero que ela fique, aquém de todas as ausências.

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