A arte da bricolagem

Admiro quem bricola, pelo talento e sobretudo pela paciência que a arte de transformar o relho em “novo” exige. Sim, que isto de recuperar tralha tem muito que se lhe diga (se bem que não possa resumir a bricolagem apenas a este aspecto de dar nova utilidade ao que para muitos seria já imprestável): ele é preciso lixar, quando não também pregar e refazer, antes de pintar e repintar para que a coisa ganhe um outro aspecto. Ufa! Que canseira… e ainda me dizem que é relaxante. Tudo isto vem a propósito do “Oficina Poeiras”, ontem lançado. Um novo blogue, onde a Leonor assume a sua faceta de bricoleira. Que o é de facto há muito tempo, de forma engenhosa e criativa.

Ali não faltam ideias originais e outras partilhadas, de quem na prática mete “a mão na massa”, pelo que o blogue é de utilidade aconselhada, tanto para os amantes da função como para os que até gostariam de praticar mas a quem lhes falta a chamada pachorra.

E é nestes últimos que me incluo, apesar de uma ou outra tentativa que até considero satisfatórias, como esta que passo a explicar.

Estas duas lanternas estavam condenadas ao lixo não me tivesse proposto a recuperá-las. Lixei-as, como mandam as regras , para que a camada de tinta que, de seguida, lhes iria apor aderisse bem à madeira, e toca a pintá-las com o resto de um azul quase celeste que ainda tinha em arrumos. Dei uma primeira demão e depois houve que deixar secar, para em seguida lhe dar a segunda. É aqui que a tarefa se complica, já que nunca tenho vontade de dar a segunda (continuo a falar de pinturas), pelo que fico sempre em ânsias para que a tarefa acabe e rapidamente. Dado o tamanho da empreitada foi, porém, possível chegar ao fim sem aldrabar, pelo que passo a exibir com indisfarçável orgulho o resultado final.

As ditas lanternas acabaram por readquirir a sua utilidade e lá estão num recanto do jardim, prontas para mais uma época. Bom, talvez me proponha no próximo fim de semana a um outro trabalho do género, quiçá inspirado pelo novo blogue da Leonor. Isto sou eu a pensar agora, que ainda faltam alguns dias… porque em chegando a altura posso sempre dizer para com os meus botões: ó Manel toma um comprimido, que isso passa!

www.oficinapoeiras.com