Um Palácio (quase) só para mim!

Volto sempre ao Palácio Nacional da Ajuda com o empolgamento de uma primeira vez, tanto há para descobrir em cada ida, seja nos aposentos privados de Luís I e de Maria Pia de Sabóia, seja nas salas de aparato como na dos banquetes oficiais onde recentemente jantou Máxima e Guilherme, Reis da Holanda e onde em Outubro próximo se hão-de amesendar Filipe e Matilde, Reis da Bélgica.

Ontem tive sorte quando ali me desloquei para uma reportagem sobre uma exposição que não pode perder e que merece escrito à parte, a das peças de arte sacra vindas de todas as catedrais do país, ilhas incluídas, das actuais e das que deixaram de o ser, desde o início da portugalidade até aos dias de hoje, que o Palácio a bem dizer foi só “meu”, podendo por isso fotografar à vontade. Cenário bem diferente encontrará hoje se ali se deslocar, que o dia é de Festa do Património, ocasião única para que milhares se juntem fora, com rufos e comes, e dentro de portas, para visitas com guia, música na sala onde a corte a escutava e muitas outras iniciativas. Em dia pardo, que nem parece de Verão, deixe que seja a Arte e o Património a emprestarem-lhe brilho e esplendor.