
É a ideia que sempre tive do Palácio da Pena. Pelas cores, por sinal as originais, rosa velho para o antigo convento Jerónimo de Nossa Senhora da Pena, comprado, em hasta pública, por D. Fernando de Saxe-Coburgo Gotha, rei consorte, marido D. Maria II, e ocre para ala nova por ele mandada construir. Pelo seu estilo romântico, onde se casam elementos neogóticos, neomanuelinos e mouriscos, de forma aparentemente descontrolada. Palácio assim mais parece saído de um conto de fadas. E pelo que imagino do rei artista e culto, epicurista e das suas idiossincrasias. Nele me perdi pelo mão do seu apaixonado director (António Nunes Pereira, arquitecto de formação) percorrendo os mais exuberantes espaços,da cozinha, uma das três que outrora existiram, ao salão nobre, prodígio de estucaria e mobiliário, artes tão nossas ali bem preservadas, mercê de uma política de restauro promovida pela Parques Sintra, responsável pelo Palácio e pelo Parque, que merece gabação.
Sopram bons ares para os lados da Pena com a actual aposta na valorização do património edificado e paisagístico e não nos esqueçamos que este último também é da Humanidade, e nota disso são o, quase, milhão de visitantes alcançados este ano. Eu serei dos que à Pena não se cansa de voltar, de tão mágico que é o lugar.
















Palácio Nacional da Pena
Sintra
Aberto todos os dias, à excepção do dia 25 de Dezembro e 1 de Janeiro
Aqui fico o vídeo:


