
Aposto que olha para esta foto como, e permita-me a expressão, “boi para palácio”. Mas olhe que pode um dia encontrar este tubérculo num supermercado perto si.
Os chefes de cozinha conhecem-no por “topinambour”, a palavra francesa, se bem que ele seja oriundo da América e agora resta saber se do Brasil, da tribo dos Tupinambás, ou se do México, da tribo dos Tupinambus. Certo é que há palavra em português para o chamar e, por isso, é como tupinambo que aqui se apresenta.
Na Europa durante muito tempo foi mal amado até que Parmentier (Antoine Auguste), farmacêutico militar e agrónomo francês (séculos XVIII/ XIX), terá chamado a atenção para a sua importância. Realmente, é um óptimo substituto da batata, ideal mesmo para doentes celíacos, dado não ter conter glúten. É rico em vitaminas e minerais, principalmente ferro, potássio e fósforo e pouco calórico (apenas 45 calorias por cada cem gramas).
Uma vez pelado, pode ser cozinhado como a batata; cozido, frito ou em puré. O seu sabor, depois de cozinhado, faz-me lembrar o da alcachofra. O tupinambo revela-se, assim, um excelente e saudável acompanhamento para as suas receitas.
Se o vir, então, na banca de um supermercado, não o rejeite, aventure-se antes a descobrir os seus préstimos na cozinha e à sua mesa. Bom apetite!
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