Ao sol de Inverno

Não gosto de chuva, então tocada a vento, mas sei bem sei a falta que faz, mais a mais agora que vejo como a terra a deseja. Cá pelo Alentejo caíram umas pingas que sempre deu para a amaciar e permitir que, após mexida, recebesse a semente, para que ovelhas e éguas possam andar ao pasto, sem mingua. Também a azeitona se ressentiu, precisava de mais humidade para medrar, mas ainda assim é ano farto, já vou nos quinze mil quilos apanhados e de proprietário sou dos pequenos. E enquanto os trabalhos por aqui decorrem, entre dar varejo e botar semeadura, tiro-me para fotografar, que é o que sei fazer, ao sol de inverno, este que sem aquecer afaga e doura campo e alma.