A Sul

Tem património religioso de fazer inveja a outras cidades mais badaladas. Entrei em meia dúzia de igrejas, sendo que muitas mais ficaram por ver,  no casco histórico e fora dele. A da Misericórdia é tida como a mais fulgurante expressão renascentista do Algarve. Sabendo-se a quem pertence,  não se estranha, de todo, o cuidado,que salta à vista,  na sua preservação. Até dá gosto! Na Matriz de Santa Maria do Castelo, muito apreciei os retábulos em talha barroca, para na de Nossa Senhora das Ondas me terem ficado os olhos nas notáveis pinturas rococós dos tectos da capela-mor e de toda a nave.

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(Igreja da Misericórdia)

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(Igreja Matriz de Santa Maria do Castelo)
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(Igreja de Nossa Senhora das Ondas)

Tem palácios e casas senhoriais, marcas de um passado glorioso, muito ligado, nos idos de quinhentos, à importância estratégica do seu porto. Com as suas cantarias lavradas e telhados de tesoura, os célebres de “quatro águas”, diz-se que de inspiração oriental, de formato piramidal, em telha de canudo e com beiral revirado.

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Tem ponte de vetusta origem, romana ou românica, cada cabeça sua sentença, sabe-se é que há séculos ela liga as suas duas metades. E lá posei o melhor que pude, para provar que por ali andei. E tem gente vaidosa dos pergaminhos da urbe, sempre pronta a ajudar. Melhor fora que assim não fosse ou não estivéssemos a falar de Tavira, uma das cidades a sul, de que mais gosto.

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