SETE CÃES A UM OSSO

Volta e meia falo deles e dos momentos que com eles passo em tropelias e rebolanços.
Mas acho que nunca lhos apresentei, um por um. Hoje deu-me para isso:

Luna

luna

Vimo-la no meio das silvas, cachorra de nem dois meses, coberta de carraças e pulgas. Fez-se uma cadela possante e enérgica, metida com ela, tenho para mim que a líder da matilha, mas isto sou eu que nada percebo do “modus vivendi” canino. Durante anos pensámos tratar-se de uma cadela resultante de um qualquer cruzamento de raças, qual não foi o nosso espanto ao sabermos que é um belíssimo exemplar de pastora holandesa.

vaváVává

Tem nome de pastelaria das avenidas novas, famosa nos idos de sessenta, mas já era assim chamado quando nos entrou restaurante adentro, ainda o primeiro em Fontanelas. Quando tentámos procurar os donos ficámos a saber que o queriam dar e assim mudou de casa, já lá vão uns dez anos. É um sedutor, sempre pronto a atirar o seu “olhar de cão perdido” em troca de colo e afagos.

fotografia_vavá_3
João

joão2Tinha dois meses quando se deitou por baixo da cadeira onde me sentava, aquando da apresentação do programa “Olá Portugal”, no Estoril, e de lá não saiu até ao final da emissão. Ainda lancei um apelo em directo para que fosse adoptado mas em vão. Tornou-se um cão notado e de forte temperamento e dez anos depois, se eu estiver no jardim, é certo e sabido que ele estará junto a mim e ai de quem se chegar por perto. Será gratidão? Tenho que sim!

joão
Rita

ritaFoi comprada como presente de anos para dar à filha de uma amiga que se perde pela raça Labrador. Até lhe pusemos um laçarote de festa em jeito de coleira e agendámos um jantar à maneira para lhe fazermos a surpresa. E tudo correu pelo melhor até ao momento da aniversariante regressar a casa com a patuda. O avô não queria cães no apartamento e nessa mesma noite a cadela voltou à casa de partida. Ficou Rita, em homenagem à dona que não chegou a ser, e fez-se uma cadela super simpática.

Amália
amáliaQuis seu fado que sobrevivesse ao abandono e à lagarta do pinheiro. Vamos por partes: apanhamo-la cachorra faminta e desidratada e tememos pela sua vida, alguns anos depois voltou-nos a sobressaltar quando parte da sua língua necrosou por via do contacto com a lagarta do pinheiro. É uma lutadora e nada há que a derrube, talvez por isso não seja dada a mariquices. Do que do que gosta mesmo é de nadar!

fotografia_amália_1

Ary

aryEra para ir para o estrangeiro, mas aquela que se esperava ser a futura dona arrependeu-se, pelo que acabou numa gaiola de uma loja de animais. Até ao dia em que os nossos olhares se cruzaram. Como resistir a este teckel de pêlo cerdoso e olhos doces? Assustado e por alguma razão traumatizado, não foi fácil de conquistar! Levei seis meses e algumas traiçoeiras mordidelas. Continua uma “fera”… mas só para os outros, portanto o melhor é manter as distâncias.

ary2
Ginette
ginetteParece a Berta, mas é outra da mesma raça (basset-hound), que a primeira morreu de velhice depois de uma vida boa e de sucesso no Você na TvV Lembra-se? Chegou a ter mais cartas que os apresentadores. Esta foi-me dada, por uma colega da TVI, inconformada pelos disparates que ela fazia quando fechada durante o dia no seu apartamento. Aqui é feliz, tem muito por onde correr. Teimosa e gulosa, capaz de comer “este mundo e o outro”, mas irresistível, mais parecendo um desenho animado.
ginette2

Apresentados estão os meus cães… sete…
E só não digo que são sete cães a um osso, porque ainda me acho um belo naco!