
Provei-o pela primeira vez num voo da TAP e gostei tanto da sua pasta cremosa e suave que sobre ele quis logo saber mais. É um queijo alentejano, feito na terra da avó da Joana Garcia, a proprietária da queijaria Monte da Vinha, o Vimieiro, tal qual os antigos o faziam com leite de ovelha da melhor qualidade, sal, flor de cardo para o coalhar e sem aditivos. O processo é artesanal, respeitando as exigências actuais no que toca à higiene e segurança alimentar e o resultado não poderia ser melhor. Perdeu-se uma advogada, diz a própria que mediana, para se ganhar uma queijeira “muito boa” e não se veja nisto presunção alguma que o seu queijo de entorna é mesmo de babar. Na hora de petiscar, que é o que apetece sob um céu de estrelas, mais a mais quando a noite é cálida, fizemo-lo acompanhar de pão caseiro, caseiro mesmo feito por nós no monte, azeitonas das carnudas temperadas no seu sumo com alho e orégãos, e um tinto da adega “Terras de Alter”, de Fronteira, que é a bem dizer ali a dois passos. Rico “Fado” este reserva com textura e personalidade.





