“Os sapatos do Manolo são melhor que sexo e ainda por cima duram mais!” – quem o disse foi Madonna, referindo-se à paixão de Manolo Blannik, o icónico criador. Manolo Blannik cedo conquistou, com o seu trabalho, um público exigente e de requintado gosto onde pontificam alguns dos nomes mais famosos do espectáculo e da sociedade internacionais, como por exemplo Jacqueline Kennedy. O segredo do sucesso, diz o próprio, reside no facto de, ainda hoje, com mais de setenta anos, continuar a acompanhar todo o processo, desde os croquis, primeiro passo da criação, até às campanhas publicitárias. O segredo, digo eu, deve-se, acima de tudo, à visão de um homem que soube elevar a sapataria à condição de arte, através da mistura de materiais e da sofisticação e arrojo do design.
Andava eu no quadrilátero da moda e um cartaz, à porta de um dos vários palácios do bairro milanês, chamou-me a atenção por anunciar uma exposição retrospectiva do trabalho do criador espanhol. Podia lá perder a ocasião para ver e fotografar alguns dos sapatos expostos e olhe que são muitos!. Fi-lo, primeiro, a pensar em si, já que Manolo Blannik não faz calçado para homem, mas também por mim, já que o belo faz-me sempre sentir bem.

















