Prémio arco-íris

ILGA

Em anos anteriores foram distinguidas com este prémio personalidades como Francisco Pinto Balsemão, Júlio Machado Vaz, Cândida Pinto, Pedro Abrunhosa, Miguel Vale de Almeida, Cristiano Ronaldo, Júlia Pinheiro, Richard Zimmler entre tantos outros (estes que me desculpem a omissão, por ser muito extensa a lista) que nas suas áreas de actuação pessoal e profissional lutam por uma sociedade inclusiva. A eles me junto, pela distinção e prática diária como apresentador de televisão, certo que é na diversidade que encontro um dos maiores desafios da Vida. Como profissional mais não farei que usar a verdade com que me cumpro como ser humano, contra o preconceito. Sempre entendi este como ignaro e covarde. É algo que nos seca e menoriza. Estimulante e grandioso será antes procurar entender o que nos distingue, uns dos outros, e saber viver com as diferenças, respeitando-as. É um trabalho diário, difícil, que exige um profundo autoconhecimento e avaliação de consciência, mas vale pelo arrebatamento de nos sentirmos mais justos. É neste sentido que recuso sempre o insulto, porque, contaminado pela vileza, em nada acrescenta, antes pelo contrário, à discussão e confronto de ideias. Sou  pela inteligência, sobretudo das emoções. Um prémio como este (da Associação ILGA) só me responsabiliza como profissional e como homem. E que ninguém duvide: não há insulto que empalideça as cores com que pinto a minha vida!