
Eram trinta e ficaram dezoito, dezoito concorrentes ao título de MasterChef Junior Portugal. Imagino o contentamento, de cada um, por poderem ter muito para contar um dia mais tarde quando avivarem memórias, mas para já o que importa é que após todas as selecções estão finalmente naquele que é o maior programa de culinária do Mundo.



Tudo começou, uma vez mais, no “LX Factory” numa manhã fria de sábado, em pleno Inverno (não se há-de estranhar, por isso, que volta e meia apareçamos encasacados), com trinta miúdos em correria desenfreada e alta gritaria em direcção a nós, os jurados, para entre abraços e beijoquices nos dizerem que tudo aquilo era um sonho prestes a tornar-se real.




Espantou-me ver aspirantes a concorrentes tão jovens, que, sabendo estarem entre os oito e os doze anos, esperava-os mais espigados a tocar o limite da idade exigida. Mas não, havia vários de oito e nove com as mesmas ganas de ficarem em prova, mostrando que sabiam bem o que estavam a fazer. Logo ali houve quem se evidenciasse pelo talento prático, pelos conhecimentos técnicos, pela simpatia, pela irreverência, pela graça, mas terá sido o Pedro Jorge a deixar marca, pela sua irresistível rechonchudez e espontaneidade. Do que ele gosta é de “chicha” como fez questão de frisar e isso viu-se logo, após a nossa apreciação, quando ataca o seu prato, marimbando-se completamente para as câmaras e tudo o mais.



Claro que o Pedro Jorge , também por artes da edição, dominou a cena, e se logo no “LX Factory” havia conquistado todos os elementos da equipa, júri incluído, emitido que está o primeiro programa, tenho a certeza que a maioria dos espectadores não lhe ficou indiferente. A ver vamos até onde chega, que o programa, afora simpatias, é uma competição de culinária.



Também o Gonçalo deu nas vistas, espantando tudo e todos com os seus conhecimentos técnicos, que aquilo é moço para não perder um programa do género, seja em que canal for. Terminada a prova do chamado “bootcamp”, subordinada ao tema do ovo, tive oportunidade de privar um pouco com todos os aspirantes a concorrentes que haviam vencido aquela primeira eliminatória e foi então que o Gonçalo me disse saber já o que pretende fazer, como ementa, na grande final, ao que houve quem o adjectivasse de “convencido”. Gonçalo não vacilou e respondeu: ” eu não sou convencido, sou é seguro e tenho uma grande auto-confiança!”. Ora toma e embrulha! Foi este concorrente, aliás, que sem papas na língua, aquando das audições que decorreram em Lisboa e Porto para uma primeira selecção de aspirantes, soube dizer, a quem o entrevistou, que apreciava os Chefs jurados mas que não entendia o que estava eu ali a fazer! Olho no Gonçalo, é o que lhe digo, que vai dar muito que falar!



Dois dias depois estávamos a entrar pela primeira vez na cozinha do MasterChef. E se para os jurados estúdios e cenário já não eram novidade, apesar das particularidades que esta primeira edição com jovens exige, para os ainda aspirantes a concorrentes era um momento muito desejado. Daí que se tenham espantado com a dimensão de tudo aquilo. Era vê-los de boca aberta e olhos esbugalhados e ouvi-los em afirmações pueris, que não deixam esquecer que estamos lidando com aspirantes de “palmo e meio”.




Entre o peixe (atum) e a carne (frango) era o tudo ou nada. Desta prova dependia a entrada na competição. Daí que os nervos estivessem à flor da pele, mais ainda para quantos tiveram de esperar pela segunda ronda.








Estão encontrados os dezoito concorrentes, com eles vamos viver momentos inesquecíveis.
Daqui para a frente a competição é a valer. Em jogo o título de MasterChef Júnior Portugal. Para os finalistas um mini-curso de cozinha, partilhado com um familiar, na melhor escola de alta-cozinha do Mundo, a “Le Cordon Bleu” em Madrid, a mesma onde a Rita fez um curso completo de nove meses, enquanto vencedora do MasterChef Portugal 2014, estando o Manuel, vencedor da edição do ano passado, em vésperas de concluir o seu. Quem vencer este primeiro MasterChef Junior terá ainda um outro prémio irrecusável, um cruzeiro para si e mais quatro elementos da sua família, na viagem inaugural do maior navio de cruzeiros do Mundo, o “Harmony of the Seas”, a nova coqueluche da “Royal Caribbean International”. Sobre este prémio há muito a dizer, ao jeito de curiosidades, mas longa que vai esta prosa melhor é deixar isso para uma das próximas. É que a procissão ainda não saiu do adro. Prepare-se, então, para nove semanas de alegria, fantasia, rebeldia e afecto, ingredientes certos para uma receita de sucesso: MasterChefJunior Portugal.
Na próxima semana:





Na primeira prova de equipas até eu meto as mãos na massa. Há toda uma plateia de convidados a servir antes de se assistir a um mini-concerto da Áurea. Pedro Jorge tem uma conversa séria com a artista. Pouco “séria” é a figura dos jurados a um certo momento, mas este programa é dado à palhaçada, por isso gostei tanto de o fazer. Ficou com curiosidade? Só terá de esperar uma semana.


