
Deixei de o ver por duas semanas e já lhe noto diferença. O Poejo cresce a olhos vistos. Há-de ser latagão, porém sóbrio e calmo, se bem que por ora e enquanto bota corpo vá fazendo das suas, entre roeduras e escavações (haja paciência!). Há-de ser um excelente guarda, que essa é função de todo o Rafeiro do Alentejo, sendo um cão de defesa e não de ataque. Vejo pela Dolly que, não sendo pura, tem muito da raça pelo que mostra em carácter. Afável, exibindo o sorriso na ponta da cauda sempre que vê quem lhe é familiar, é firme perante qualquer estranheza. Se preguiça durante o dia, como que para suportar as inclemências estivais, à noite sinto-a permanentemente alerta e ágil na sua inata aptidão de zeladora. Assim será também o Poejo, nas suas funções de guardaria e vigilância, mas por enquanto, cachorro que é, tem mais é que cabriolar e descobrir, aos poucos, que fora muros há um rebanho (e já vai em noventa e seis ovelhas) que também há-de ser seu e horizontes largos.





Para saber mais sobre esta raça procure em Centro de Reprodução do Rafeiro do Alentejo, em Monforte.


