
Talvez influenciado pela última cena do filme “A Gaiola Dourada”, que é quando todos se encontram à mesa, com o Douro aos pés, ou pelos ruidosos jantares em casa do “Tufão” (sim, fui dos que não perdeu um único episódio), certo é que me apeteceu organizar uma almoçarada, entre gente a quem quero bem. Houve que improvisar, que não tenho lá fora mesa para dez (é verdade, perdi a cabeça!), mas o desafio, qualquer que ele seja, espicaça-me e logo me lembrei de umas quantas tábuas corridas que assentes em cavaletes fariam bem as vezes de mesa, bem como de umas tantas cadeiras, engalfinhadas umas nas outras, a um canto do jardim. Vesti-a de tecido a metro, como vem sendo meu hábito, mas este ainda por bainhar, com cores de Verão e da (minha) Vida. Bem sei que não segui o protocolo copofone, que manda destacar o da água à esquerda, mas apeteceu-me a desobediência. Convocadas todas as forças benfazejas, a tarde correu entre chistes, desafinações, que há sempre quem se atreva a cantar, e gargalhadas estapafúrdias. Valeu!


