Pelos caminhos… da Madeira

fotografia1

Consumidor com alguma assiduidade da marca “Relais & Chateaux”, era natural que procurasse se na Madeira existia alguma unidade hoteleira pertencente à cadeia. E foi assim que descobri a “Casa Velha do Palheiro”. Em boa hora me decidi por ela, que em chegando logo dei conta da beleza do sítio e da amabilidade e eficácia de quem nos recebe.

Mas vamos por partes: a Casa foi em tempos um pavilhão de caça construído pelo primeiro Conde de Carvalhal, em 1801, como residência de Verão, já que no mais do tempo habitava o Palácio de São Pedro, onde hoje é o Museu de História Natural do Funchal. Em 1885 a propriedade foi comprada em hasta pública, por John Burden da terceira geração dos Blandy, família ligada a vários negócios na ilha, nomeadamente ao do vinho Madeira. O segundo Conde de Carvalhal, sobrinho e único herdeiro, havia desbaratado toda a fortuna, numa vida de grande extravagância e luxo nas mais famosas capitais europeias. Diz-se mesmo que numa ocasião chegou a contratar a Ópera de Paris para abrilhantar um serão com amigos.

Com os Blandy toda a propriedade recuperaria o fausto perdido, a começar pelos jardins  magníficos com inúmeras plantas importadas e que seriam abertos ao público por iniciativa de Mildred Blandy. Já a recuperação da Casa Velha e a sua conversão em hotel/estalagem de luxo, iniciada em 1995, se fica a dever a Cristina e Adam Blandy, sendo que desde 2001 faz parte da associação “Relais & Chateaux”, o que só por si é garantia de excelência.

A família Blandy continua por perto, residindo nos jardins numa casa ainda maior que a do hotel e por isso também quase que nos sentimos seus convidados, a exemplo de figuras gradas que por estas paragens andaram. usufruindo da sua hospitalidade e do encanto de toda a propriedade (D. Carlos e D. Amélia, Eduardo e Sofia condessa de Wessex, Princesa Vitória da Suécia, Margareth Tatcher…)

Tão bem estar se fica a dever também ao profissionalismo e simpatia de quem nos recebe. Não há um elemento que seja de todo o staff que não nos brinde diariamente com um sorriso e gentis palavras, procurando mesmo antecipar-se aos nossos desejos. Por isso os clientes voltam amiúde, sejam eles de onde forem. Tal como eu o farei, tenho a certeza, agora que encontrei este refúgio de paz tão retemperador face ao bulício da cidade e dos afectos à solta.

fotografia 2 fotografia3 fotografia4 fotografia5 fotografia6 fotografia7 fotografia8 fotografia9 fotografia10 fotografia 11

fotografia1_2 fotografia2_2 fotografia3_2 fotografia17_2 fotografia18_2 fotografia19_2 fotografia20_2 fotografia21_2 fotografia16_2 fotografia15_2 fotografia14_2

fotografia9_2fotografia8_2fotografia7_2

fotografia10_2fotografia11_2fotografia12_2

fotografia13_2fotografia4_2fotografia5_2fotografia6_2