Dizem que é a aldeia mais caricata de Portugal, ao que acrescento e a mais feliz também, a ver pelos semblantes de quantos nela “habitam”. Todos parecem na galhofa, até Cavaco Silva se apresenta de “taxa arreganhada”. Só mesmo as carpideiras, junto ao cemitério onde todos são bons moços, destoam até na negritude, que o mais da terra é muita cor, mas também se sabe que o seu “choro para defunto alheio” não é para ser levado a sério, é função como qualquer outra a troco de paga.

A aldeia nasceu, nas faldas de Arraiolos, da imaginação de Tiago, com Cabeça de apelido e não só, que é necessária muita “tola” para caricaturar e brincar (esculpir) com o barro como ele faz. Aqui pretende replicar peças executadas ao longo de muitos anos, por sua vontade ou encomenda, acrescentando muitas outras originais. E o resultado está à vista: uma aldeia que não pára de crescer, ainda que dentro dos limites do terreno que é seu e onde não falta pitada de mordacidade e crítica, se atentarmos em alguns pormenores de muitos dos seus trabalhos, por isso encanta miúdos e graúdos, mas essa é também a função da caricatura e do barrista. Ou não fosse esta aldeia, em certa medida, um Portugal dos pequeninos.













Quinta das Canas Verdes
Estrada das Hortas
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