O meu lago!

A barragem não teria mais de um hectare e meio de água, quando comprámos a herdade há três anos. Sabiamo-la cheia de achigã, peixe de água doce muito apreciado por estas bandas. Com a inclemência do passado Verão, e meses sequentes, vimo-la reduzir para metade mas a nossa preocupação acabou por ser compensada com a chuva que nos últimos meses não tem dado tréguas. Hoje apresenta-se com mais do dobro da capacidade inicial, para aí com uns três hectares e meio e pela primeira vez tirei partido dela. Comprou-se um barquito a remos e lá fomos para o meio do lago para ver os gansos, dois casais, que nele moram e mais os patos e suas crias já ali nascidas bem como as galinhas-de-água, que apareceram sabe-se lá de onde. Cegonhas ainda não temos, passam pela barragem para pescar mas não ficam, falta-lhes poiso, mas já providenciei, para o ano tê-los-ão no alto, já que gosto de ouvir o seu glotorar. Já me vejo nas próximas férias à pesca ou mesmo a dormir no lago para cumpliciar o acordar da herdade e da bicharada. Isto não há idade para começar o que quer que seja e depois o Alentejo desafia-me!