O escritório

Temos planos cá no monte para o próximo ano que envolvem obras consideráveis, por isso pensámos em substituir já a casa dos arreios por um pequeno escritório, indispensável para os meus afazeres (também haverá novidades nesse aspecto) e para os sustentos da herdade entre olival e rebanho de ovelhas. O desenho foi do Rui, que tem jeito para essas coisas, procurando aproveitar todos os cantos e recantos para posterior arrumação de livros e de material de escritório. Confiámos os trabalhos de marcenaria a uma empresa familiar de Igrejinha, uma freguesia de Arraiolos (Manuel Prates & Filhos,Lda), já que muito agradados havíamos ficado com o seu trabalho aquando da recuperação do monte. Quisemo-lo decapado (“decapé”) por acharmos que a técnica, que já havia sido usada também na cozinha, nas casas de banho e na lavandaria, lhe empresta luminosidade e lhe dá um elegante ar de uso. Coube-me decorá-lo, que é o que gosto de fazer, aproveitando alguns objectos rústicos que tinha guardado. Ainda faltam muitos livros, que ando agora a separar as biografias, dos “milhentos” que me enchem as bibliotecas da casa de Fontanelas, género que muito aprecio e que me sabe bem ler em tempos de lazer, e todos aqueles que me dão a conhecer esta terra a que tanto quero, que sempre os fui comprando sabendo que um dia aqui viria parar. Andei numa fona limpando e montando este espaço de trabalho com vista para o campo e até o “Pesqueirinha” quis fazer parte da decoração! Falta agora trocar o vidro que protege a secretária, cortado e bisotado acima das medidas certas, e pedir ainda dois painéis para que se vista o que sobra da parede do espelho, este que domina e “alarga” o escritório fazendo par com o candeeiro de pinjentes, mas já dá para ver o resultado! Gosta?