Mercado da Solidariedade

Gosto de pessoas empreendedoras, daí o meu respeito pelo Gonçalo Castel-Branco, tantos os projectos postos em prática, inovadores e criativos. Se há meses lhe gabei o facto de ter dado vida nova ao antigo comboio presidencial, pondo-o sobre carris, do Porto à Régua, para uma viagem gastronómica inesquecível, agora é altura de enaltecer a ideia que teve, com a sua irmã Inês e a sua companheira Íris, ao desafiar trinta figuras conhecidas a doar roupa para uma venda cujas receitas reverteriam a favor da instituição de solidariedade que cada um escolhesse. Disse-o na altura que pronto me pus à procura de fatos, sobretudos e outros agasalhos, cachecóis, gravatas e sapatos, num total de cerca de oitenta peças, novas, a estrear algumas delas, ou usadas quando muito duas, três vezes. E logo me prontifiquei a estar duas horas no antigo Mercado da Ribeira (hoje Mercado Time Out) junto ao “charriot” da minha roupa, para acompanhar quem estivesse interessado em adquirir as peças, todas elas a preços acessíveis, entre os 5 e os 75 euros. Curiosamente a primeira peça a ser vendida no mercado, mal ele abriu, foi uma das minhas: uma canadiana Carolina Herrera, azul com forro vermelho. Soube naquela manhã por mensagem publicada no mural do Facebook, pela própria, que foi comprada por uma senhora para o seu marido que até tinha uma parecida mas já a pedir reforma dado o muito uso. Gostei de ver um senhor de Castro Daire, simpático com a sua família, agarrado a uns cinco casacos de gala, daqueles que uso nos programas da noite, que é quando fazem mais sentido as sedas, os brocados e os brilhos. Imagino-o vestido “à Goucha” em tão longes paragens! E tocou-me o jovem que sonhando um dia vir a ser apresentador, como eu, escolheu um casaco branco italiano (que usei uma única vez na entrega de troféus “TV7Dias”) para usar no dia da sua estreia (torço por isso!). Estórias que aquecem, num domingo que não se mostrou de feição, o que terá levado muitas pessoas a ficarem em casa. Que este primeiro “Hang in there” tenha sido a semente, a primeira de futuras edições.

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