
Saber que a violência cresce entre jovens namoradores é algo que me preocupa. E mais ainda por saber que são os próprios a terem por normal os gratuitos atos de agressão física e/ou verbal. Este é um sinal claro de que, apesar do muito que terá sido já feito no que diz respeito à denuncia e penalização do crime de violência doméstica, muito há ainda a fazer e nomeadamente junto das escolas, no sentido de informar e sensibilizar as camadas mais jovens para a hediondez de tais práticas. Alguns destes jovens agressores mais não fazem que repetir o modelo de agressão vivido em casa dos pais, e calado anos a fio, mas é urgente que sejam responsabilizados e trabalhados no sentido de não resolverem na violência os seus tormentos. Alguém (professores, encarregados de educação, colegas…) que faça ver a essas jovens agredidas que tais atos não são amor ou paixão. Amor é o que de melhor temos para dar, não o pior. Uma bofetada, nunca é coisa menor ou acidental. Carrega um propósito de humilhação e destruição. A uma outra se seguirá, independentemente dos arrependimentos e promessas… Quantas mulheres moídas de pancada pelos “seus homens” não terão começado o seu quadro de violência por uma “simples” bofetada!


