A primeira vez que a vi fiquei que nem basbaque. Não estava a contar com ela, mal saído das galerias Vittorio Emanuele, que quando visito uma cidade gosto de andar um pouco à deriva, e muito menos que tivesse aquela dimensão, por alguma razão é tida como uma das maiores catedrais góticas da Europa. Se a fachada impressiona pela sua beleza e monumentalidade, com os seus imensos blocos de mármore e milhares de esculturas, bem como o interior, a subida aos telhados da Catedral de Milão é uma experiência imperdível e que muitos não sabem que a podem vivenciar. Ali junto aos pináculos e às gárgulas julgamos tocar o céu.
Estávamos em 2001 e não o esqueci por ter sido ser o ano do centenário de Verdi e ter tido a sorte de, naquele mesmo dia, ter conseguido lugar dentro da Catedral para o “Requiem” do compositor. A Catedral passou a fazer parte do meu roteiro, cada vez que venho a Milão, e a emoção repete-se sempre perante o que é superior. Assim foi hoje!

E quando se encontram portugueses soltam-se os sorrisos e as fotos.



