… ou os disparates que se escutam na tv!

Já ouvi chamá-lo de serigaita quando sericá ou sericaia são os únicos nomes legítimos para o doce trazido das Índias por D. Constantino de Bragança (7º vice-rei) e que há muito faz parte do património doceiro do Alentejo e particularmente da região de Elvas. Segundo a tradição, era servido em pratos de estanho. Manda a receita que a massa seja disposta em colheradas desencontradas, no prato de a levar ao quente, para que no forno abra rachaduras.
Domingo, na Feira Nacional da Agricultura, pedia-se a um produtor que indicasse as características dos seus vinhos a partir das sensações estimuladas pelas suas pupilas gustativas. Pupila?!!! Papila é que é!

E já agora, que o mês é do santório popular, não repitam o disparate de dizer que Santo António é o padroeiro de Lisboa, quando é S. Vicente, o alfacinha orago. Segundo a lenda, quando no ano de 713 as relíquias do santo estavam à deriva em alto mar, terão sido dois corvos, entretanto pousados na embarcação, que as trouxeram para junto daquele que é hoje o cabo de S. Vicente. Por isso dois corvos figuram no brasão da cidade.


