Geografia sentimental

Nasci em Lisboa e gosto de me saber alfacinha. Vivi parte da infância e botei corpo em Coimbra, tendo a cidade dos estudantes e futricas moldado muito do homem que sou, que os sonhos foi ali que começaram. Logo recusei para mim a falta de rasgo mental. Na Figueira da Foz todos os anos encontrava-me com o mar, pressentido longes paragens para lá da dobra do horizonte.
Dividi-me quase por dez anos entre a capital e o Porto e foi neste que me achei como profissional de televisão, arredado que andava do que deve nortear esta função de ouvir, comentar, divulgar e informar.
Agora é a terra alentejana a agarrar-me com a sua lonjura, com a sua quietude, com os seus cheiros e sons. Não sei que mais irei acrescentar à minha geografia sentimental mas é aqui que quero ficar!