
Não gostar é já uma atitude face ao objecto não gostado. Direi, então, do futebol que me é indiferente, tal a apatia com que encaro o fenómeno e seus protagonistas. Mas ver que toda uma equipa ignora o Presidente da República, numa cerimónia protocolar na Final da Taça de Portugal, isso já me suscita incómodo e perplexidade. Como aceitar que se faça vista grossa àquela que é a figura cimeira do nosso país? Pode-se não gostar e não concordar com as posições políticas de Cavaco Silva (se bem que, sinceramente, não creia que essas sejam as maiores preocupações de quantos correm na pelada!), mas exige-se respeito, o mesmo que uma simples saudação pode traduzir, por aquele que é, enquanto Chefe de Estado, um dos Símbolos Nacionais (a juntar à Bandeira e ao Hino), conforme a nossa Lei Constitucional nº1/97. Logo uns quantos disseram que, sendo a maior parte dos jogadores estrangeiros, por certo desconheciam a primeira figura do Estado. Desculpa esfarrapada, acrescento eu, que apesar de não ser brasileiro ou argentino sei quem é Dilma Rousseff ou Cristina Kirchner. Pois, mas isto sou eu… que não ando cá “só para ver a bola”!


