
Windsor é por estes dias o coração do Reino Unido com milhares de britânicos e turistas na rua, sabendo que há milhões em casa, nos quatro cantos do Mundo, à espera do casamento real. Desde há muito que a pequena cidade à beira Tamisa, não muito longe da capital, é a preferida pela família real como reduto de paz e serenidade. Já o era ao tempo da rainha Vitória, tetravó da actual monarca que aqui passa a maior parte dos seus fins-de-semana, todo o mês de Abril e alguns dias de Junho, por ocasião das corridas de Ascot. O seu castelo é o mais antigo do país, tem quase mil anos, tendo começado por ser uma fortaleza, erguida a mando de Guilherme, o Conquistador, decisiva na defesa estratégica de Londres, ganhando a pouco e pouco, por intervenção de sucessivos monarcas, com especial relevo para Eduardo III e Eduardo IV, a fisionomia que hoje lhe reconhecemos como residência real.
Na hora de mudar o nome à Casa reinante (Saxe-Coburgo Gotha) em 1917, por uma questão de sobrevivência da família real, face à, então, rejeição nacional a tudo o que fosse germânico, Windsor apresentou-se como a melhor proposta indicada a Jorge V, avô de Isabel II, que logo a aceitou pela importância que o nome assume na história do país.
A cidade mais real de todo o Reino Unido jubila com os festejos e na véspera do enlace de Harry e Meghan são várias as provas de uma efusividade e extravagância tão caras ao povo britânico, que o meu olhar captou.















