Gosto de praças, verdadeiros espaços da convivialidade. Por isso também gosto de lhes conhecer a história e suas estórias, para mais tarde as partilhar no programa. Assim será na próxima segunda-feira com a Praça do Giraldo, antiga Praça Grande, na deslumbrante cidade de Évora. E assim evocaremos a figura de Geraldo Geraldes, o “Sem Pavor”, o mesmo que em 1165, no comando do seu bando armado, conquistou a cidade aos mouros entregando-a a Afonso Henriques. Por ora, fica o registo fotográfico da Praça e de grande parte da sua fisionomia, da Fonte Henriquina, em mármore de Estremoz, e da Igreja de Santo Antão.

Acrescentem-se ainda uns quantos retratos meus e de quem me acompanhou (o Ricardo e o Nuno) na feitura da reportagem. Que isto nada se faz sozinho, e ainda por cima são dados à pândega!





E já agora permitam-me a vaidosura. É que finalmente encontrei a
samarra para juntar ao capote. De abafo de homem se trata, diz-se que
originário do Ribatejo mas de uso a alastrar-se rapidamente pelas
vizinhas Estremadura e Alentejo. Em fazenda de lã, de cor melada, com
gola de “raposa”, de apertar com carcela e cinco botões de massa. Não
há frio que me chegue!

Cabe tanto num abraço, por isso nunca os recuso em chegando a uma praça que me é estranha. Alimentam-me! Obrigado a quantos me quiseram abraçar. E foram muitos mais do que as imagens mostram


