Eu… e a minha Rosinha!

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Voltei aos smokings, e este tem uns dois anos, mas sendo clássico mantém-se intemporal. Nunca o havia usado em televisão, justamente, por o achar seguro demais, sem o rasgo que um espectáculo exige. É mais um smoking para ocasiões formais e por isso mesmo utilizei-o uma única vez, numa cerimónia da Douro Azul, para baptismo de dois novos barcos de cruzeiro no Rio Grande do Norte. Você ouviu falar desse evento, certamente, uma vez que Sharon Stone foi uma das madrinhas e Michael Bolton a atracção musical, junto com Rita Guerra. Juntei-lhe um colete italiano de seda, em branco e preto, e para cortar, ou antes brincar, pus um laço diferente, muito pequeno e rígido, mais uma divertida italianice. Os sapatos de verniz também tinham o seu lacinho e por isso eram diferentes, acabando por fazer pandã. Como a Cristina ia em azul, num arrojado modelo da Micaela Oliveira, acabámos por apenas trocar as cores que usámos na gala passada.

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A minha Rosinha

Nunca fui de me travestir, nem no Carnaval (confesso mesmo que não acho piléria às matrafonas, mas cada um sabe de si!), mas desta não havia como escapar. O desafio era claro e o programa faz-se deles. Saiu-me na rifa a Rosinha, artista de arraiais e romarias, atrevo-me a dizer um Quim Barreiros de saias, dado que o que canta, com graça e desenvoltura, permite sempre uma leitura marota, tão do gosto popular. Não será de todo o meu tipo de música preferido, sou da geração da música francesa e da italiana, e perco-me pela clássica, mas muitas vezes não resisto ao bate-pé a que estes ritmos, por muito básicos que sejam, nos levam. Depois, tive a oportunidade de conhecer a própria, no programa da manhã, e de perceber que a sua personagem foi criada com humor, inteligência e muitos pormenores, como o dos óculos grandes e escuros, com vista a um público específico mais interessado em desopilar num bom bailarico que em outra coisa. Por isso gostei do desafio, e agarrei-o com empenho, ainda por cima tendo sido “entrevistado” pela artista, numa conversa rápida e divertida, que sempre antecede a imitação, mais um ponto a favor da Rosinha, que logo se disponibilizou para o fazer. O acordeão que usei era o dela, não sei se ainda o mesmo que tocava, enquanto Rosa Maria, em casamentos e matinés dançantes, bem como as bailarinas Catarina e Rama, que são quem a acompanha em palco. O resto foi uma vez mais um trabalho notável do Sérgio Alxeredo, verdadeiro mago da caracterização. Quanto à canção, só poderia ser o seu, talvez, maior êxito, lançado em 2009 e na altura com mais de dois milhões de visualizações no YouTube: “Eu levo no pacote”.

Desafio superado, sei que sim, e podem crer que me diverti muito.

Obrigado Rosinha.

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