Entregue à bicharada!

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Volta e meia lá me diziam: “tem de ter um rafeiro alentejano, não há melhor para guardar as ovelhas”. E apesar de Monforte ter um centro de reprodução da raça, raça antiga e presente nesta região desde tempos longínquos, foi da família Graciosa (Santarém) e, nem de propósito, graciosamente que este me chegou cá ao monte. É um cachorro de dois meses, veja só, imagine o latagão que aí vem. O Rafeiro do Alentejo é das raças portuguesas de maior porte, podendo o macho atingir 74 cm de altura e cinquenta quilos de peso. Por enquanto está junto a nós, entre muros, adoptado que foi prontamente pela Dolly, mas em chegando o momento passa a ficar junto das ovelhas, já que essa será a sua função. Dizem-me que o Rafeiro do Alentejo é um cão calmo, leal, seguro de si e confiante. Não vale a pena é ensinar-lhe truques sem utilidade para o seu trabalho que ele recusa-se a aprender. O seu trabalho será o de guardar rebanho e território, que é nisso que demonstra ter qualidades excepcionais. Dar-lhe nome foi coisa fácil e rápida: apresento-vos o Poejo!

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A Dolly
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Tem qualquer coisa de Rafeiro do Alentejo, claro que tem, que ali houve misturada. É no porte, nas feições mas sobretudo no temperamento e arrisco a dizer na inteligência. De dia poupa energias, é vê-la esparramada à sombra, também pudera com os quarenta que se têm feito sentir, mas à noite monta guarda e não há ruído estranho que lhe escape. Adoptou-nos e nunca mais quis sair cá do monte, que entende como seu.

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A ovelha ronhosa
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Acho-lhe graça, até sou seu fã, que esta ovelha negra não é “Maria de ir com as outras”, contra tudo o que é mais natural num rebanho de ovinos. Solitária e distraída é sempre a ultima a chegar do pasto em sendo a hora da aveia, isto quando não temos mesmo de a ir buscar. Está sempre na dela, seja lá o que isso for. Sempre gostei de quem “não vai em carneirada”. Olha a propósito, vamos ao dito:

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Sortudo o chifrudo, da raça merino preto, tem mais de cinquenta fêmeas à sua disposição. Mas só vinte é que são virgens!

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Faltam as éguas: Veneza, Distinta, Gardunha, Iphigénia e Matilda e anuncia-se poldro ou poldra para Maio próximo. O pai … mas quem será, mas quem será?… É o Bizo das Lezírias que vive perto, na Herdade das Esquilas, trabalhado que é por quem sabe de dressage, Maria Caetano Couceiro e seu pai Mestre Paulo Caetano. E as alegrias que nos tem dado, que cada prova em que entra é, como se usa dizer, “trigo limpo farinha Amparo!”.

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É o que eu digo: estou “entregue à bicharada”!. Mas é tão bom!