Quando sou eu a conversar com os concorrentes, o que acontece pela manhã, para que depois se iniciem os trabalhos de caracterização que as imitações exigem, acabo por almoçar e ficar pelos estúdios da Venda do Pinheiro até às horas da gravação e é no meu camarim, entre leituras e escritos para o blogue, que assisto aos ensaios que decorrem durante a tarde. Desta vez, percebi logo que a Inês Santos teria tudo para ganhar: uma canção lindíssima do musical “Cats” e uma interpretação intensa, muito próxima do original de Elaine Paige. O figurino saído das mãos da equipa da Paula Clemente, que desde a primeira série veste “A tua cara não me é estranha”, e a caracterização da valiosa equipa do Sérgio Alxeredo, fariam o resto. Não me enganei: a magia daqueles minutos emocionaram plateia e jurados, pelo que a Inês foi a justa vencedora desta segunda gala.

A gala desta noite ficaria também marcada pela solução encontrada para fazer face à inesperada ausência de José Carlos Pereira, na qualidade de jurado. Espectadores presentes no estúdio foram chamados, ao acaso, para se sentarem no seu lugar e opinarem sobre as imitações a concurso. Até o jornalista Tiago Henriques fez as vezes, bem como o fotógrafo Rui Valido, com quem temos trabalhado, autor das fotos do programa que habitualmente partilho consigo. Há sempre uma solução, até porque “the show must go on!”.



Verde e azul ligam bem, já o sabia, desde os meus tempos de rapazelho quando foi moda o xadrez com as duas cores amancebadas. Por isso, e apesar do verde eléctrico usado pela Cristina, optei por um casaco de festa, em jacquard de seda, em azul forte e preto, prolongando os mesmos tons na gravata e nos sapatos. Destes diga-se que já os havia usado uma vez, há uns anos, mas ninguém se recordava, apesar de apertarem espalhafatosamente com laçada em seda, o que não é propriamente habitual. Comigo tudo é espectáculo!







