








E se eu lhe disser que todos os artigos que está a ver nesta publicação são feitos em cortiça? Custa a acreditar, dir-me-á, talvez pela elegância e criatividade do seu design, pela cultura do detalhe que se vê presente e que faz a diferença. Foi o que pensei quando há dias entrei na Artipel, uma empresa familiar da Terrugem, bem perto da raiana Elvas. Pasmei com o bom gosto e delicadeza do muito que a sala de exposição nos mostra, fruto da visão e da dedicação de um homem, Gaspar Joaquim Magarreiro, e de quantos com ele trabalham. Aos saberes aprendidos nas fábricas dos tios que mantinham uma das tradições da região, a de trabalhar a pele, Gaspar Magarreiro juntou, há já uma boa dezena de anos, como matéria-prima, a casca de sobreiro, tão daquelas lonjuras. O resultado patente em centenas de acessórios de moda que anualmente são pensados, produzidos e lançados, tem conquistado exigentes públicos nacionais e internacionais. Saber que sua filha Rita já lhe segue a paixão é perceber que este negócio, que casa tradição com modernidade, vai continuar a honrar o que temos de melhor e muitas vezes esquecemos ou não valorizamos: a capacidade de sonhar e empreender.
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