Cheiro a patchouli

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Cá em casa há quem não dispense o cheiro a patchouli, doce, intenso e herbáceo, na pele e na roupa. Confesso que já me habituei, até porque o perfume da marcaem questão é resultado de um trabalho cuidado e sofisticado,  mas quando se fala em “patchouli” inevitavelmente recuo aos idos de setenta quando “guedelhudos e drogados” a isso tresandavam.Cá em casa usa-se com uma fidelidade de décadas, o da “LesNereides”, já que outros perfumes há no mercado com notas de patchouli mas sem a harmonia que este exibe.

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A marca francesa, nascida nos anos oitenta de uma história de amor entre Pascale e Enzo, quando ainda alunos da faculdade de belas-artes da Bélgica, tem lojas em muitas grandes cidades europeias, mas não no nosso país, por isso aproveita-se sempre que viajamos para repor o stock (se bem que hoje exista a opção “on-line”). Seja em Milão, Paris, Londres, Istambul… as lojas obedecem a um desenho próprio, agradavelmente kitsch, que as uniformiza, e onde a par das fragrâncias se vendem as sazonais colecções de bijuteria de luxo. Em Milão, não resisti a tirar uma foto com a dona da loja, pertencente à família proprietária da marca, uma parisiense luminosa com quem longamente conversei sobre ópera e perfumes, junto com Victor, seu colaborador milanês, também ele desde há muito rendido ao poder de “bel canto”, até por via do afecto. E assim uma simples compra acabou por virar um final de tarde divertido e diferente.

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