
Quem me disse que Hallstatt era imperdível foi o João Montez, meu colega de Televisão, e estava carregadinho de razão! Uma vez que voltei a Salzburgo apenas para assistir a um concerto esta noite (é sempre a música, a ópera ou a dança a levarem-me a viajar) tive mais que tempo para tirar a limpo a sugestão do João, ainda por cima estando a aldeia tão perto, a menos de uma hora de carro. Hallstatt é um verdadeiro “bilhete postal”, seja vista de que perspectiva for, seja lá no alto, bem na montanha, seja no morro da Igreja católica, que outra há luterana na pracinha central, seja junto ao lago que a acaricia. Nas lojas, nas casas por toda a parte, ainda se mantêm as luminárias do Natal, pelo que a aldeia ao cair da noite, o que acontece cedo nesta altura do ano, ganha um ambiente ainda mais encantatório. Apetece ficar na rua, numa esplanada, embrulhado numa manta de pele, que não há poiso que a não tenha, bebendo um chocolate quente e tendo o silêncio por companheiro. Não admira que Hallstatt e a sua região alpina sejam Património da Humanidade, desde 1997, quando ainda não era leviana a atribuição pela UNESCO de tal distinção.


