
É nestes inesperados encontros que muito aprendo ou não fossem os mais velhos guardiões de estórias e tradições. Ali em Benavila, bem perto de Avis, escutei da boca de três encantadoras senhoras (Joana, Sofia e Margarida) a história da Capela de Nossa Senhora de Entre Águas: que ela evoca um culto pré-cristão à deusa protectora das águas e que se está agora em estado de confrangedor abandono já teve o seu esplendor. Não havia casório ou baptismo dos da terra que ali não ocorresse. Que dela roubaram os santinhos de todas as devoções. A imagem de S. Pedro, por exemplo, sabe-se que anda por terras de Espanha. Por isso é com esperança que acreditam em palavras que volta e meia se repetem lá na Câmara: a capela e o espaço envolventes são mesmo para recuperar. Até há um projecto de requalificação à espera de parecer favorável e de celebração de protocolos ( é sempre a mesma lengalenga) . Junto a minha ao coro de vozes que reclamam por uma acção urgente e eficaz na recuperação da dignidade deste monumento classificado, que também eu me apaixonei pelo local.




