As minhas rolinhas

Ao dizer isto acabo sempre por me lembrar das rolinhas do prefeito Artur de Tapitanga, viciosa personagem de “Tieta”,  se bem que as minhas sejam das que arrulham mesmo.

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Tudo começou em Fontanelas, quando uma rola pousou no jardim. Ali perto, há uma quinta onde se fazem casórios e talvez se tivesse perdido das demais ou estivesse farta da festa (como eu a compreendo!). Que pitéu para a cãozada pensei eu, que sei bem do que a casa gasta, por isso peguei nela e botei-a numa gaiola grande, no jardim, em segurança. Cedo lhe arranjei companhia , pelo visto de sexo oposto, pelo que não tardariam os rituais de acasalamento com as sequentes posturas, cinco ao ano. Perdi a conta às rolas que foram nascendo e que fui dando. Confesso que a dado momento passei a pilhar os ovos, e a maldizer tanta “fornicação”. Restam três que levei para o Alentejo, para ganharem a liberdade. Cortaram-se as guias para que, inicialmente, se habituassem ao espaço. Ali nem a Dolly, a cadela do monte, lhes faz mal. Já voam longe, mas voltam sempre para se alimentarem e dormir no resguardo da pimenteira que domina o terreiro.

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