Yé yé yé, Santo António é que é!

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Encontrei esta foto e logo na véspera de Santo António. Já estou como a outra: “não há coincidências!”. É que foi numa noite de Santo António, a de 2007, que a Cristina e eu lá fomos, avenida abaixo, à frente da marcha da Mouraria.

O que nos divertimos! Se bem que a galhofa tenha começado muitos dias antes, com a descoberta do bairro, das suas tradições e das suas amáveis gentes. Hoje em dia é dos bairros mais multiculturais da cidade, tantas as comunidades que ali (con)vivem. Depois no desfile é o que se sabe e se vê, ano após ano, e já lá vão muitos, desde a década de trinta. A Avenida da Liberdade, faz-se, então, “marchódromo” por uma noite e enche-se de música, cor e bairrismo, enquanto expressão salutar de um apego ao que é nosso e nos destrinça dos outros. O “cavalinho” marca o compasso enquanto os pares em vistosas fatiotas repetem os passos ensaiados noites fora na colectividade do bairro que agora defendem. E lá seguem de arquinho e balão, como que num rito antigo de celebração do novo tempo, o tempo do sol e do fogo. Aquilo é que foi: já nem sentíamos os pés, entre marchar, gingar e pular, não habituados que estávamos a tais folganças, mas certo é que quando chegámos aos Restauradores já só nos apetecia voltar ao ponto de partida, para começar tudo de novo. Vai que ainda havemos que repetir a dose: “… e tenho uma gaiata aqui dependurada!”