As árvores do meu Natal!

A cena repete-se e este ano em dose dupla. Duas árvores de Natal já que dois são os ambientes em que vivo. Comecei pela do monte que quis rústica, tal qual a decoração geral. A arvore é a mesma dos últimos quinze natais, digamos que continua protagonista agora no Alentejo, ainda por cima verde, cor dos pastos e do olival, os enfeites sim são na sua maioria a estrear, de entre o tanto que há à escolha no Bazar das Louças, em Ponte de Rol, que aquilo é mesmo uma perdição! Quis que fossem de madeira, vime, juta e corda, materiais rudes, e mesmo nos tons escolhidos procurei uma ligação aquele chão onde o meu coração mora: o castanho da terra, o branco da geada que por estas manhãs já cobre os campos, sóo dourado que aqui e ali ajuda a vestir o pinheiro da festa é que nada tem a ver, ou até é capaz de ter, que as searas ao sol são de ouro, e depois é o Natal que celebramos.

Já a de Sintra é diferente, mais urbana e sofisticada, árvore nova e enfeites maioritariamente acumulados ao longo dos anos. Bolas, flores, grinaldas, hastes e bonecada. Quis que fosse toda em branco e vermelho, cores do velho das barbas desde que a Cola-Cola entrou na história e no negócio. E o resultado está à vista. E pronto, ideias não me faltam, venham é mais Natais!