
Todo o champanhe é espumante mas nem todo o espumante é champanhe. Champanhe é o vinho da região homónima, a cento e cinquenta quilómetros de Paris e sobre isso já escrevi neste blogue e por muito que eu goste de um bom champanhe (“Cristal”, da casa Louis Roederer, “Blanc des Blancs” da Ruinart, Krug,… estão entre os meus preferidos) nunca recuso um bom espumante, ainda mais que os temos de irrepreensível qualidade. Sendo o vinho da festa, esta noite será com ele que darei as boas-vindas ao novo ano que chega, espero que aberto de humanidade. Nas caves da Murganheira, escavadas em rocha de granito azul fica o vinho vivo a ganhar estágio por um mínimo de três anos.
E de entre quanto nos oferece esta marca que honra a nossa tradição vinícola escolherei, uma vez mais, o Czar Cuvée Rosé Bruto, feito a partir de uma casta única, a Pinot-Noir (a mesma que estudos recentes dizem ter propriedades preventivas na doença de Alzheimer) de cor sedutoramente alaranjada e de aroma subtilmente fumado. Produto de grande qualidade, premiado internacionalmente, é o orgulho de Marta Lourenço, talvez a única enóloga no espumante do Douro, que o trata com desvelo de mãe, tudo acompanhando e em tudo intervindo com o seu saber e paixão, da vinha à transformação e posterior prova.
Esta noite brindarei à Vida e que a noite se incendeie de desejos e promessas. Feliz Ano Novo.



