No Monte da Ravasqueira

Um vinho para grandes momentos!

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Curiosamente, não foi no seu chão que o provei pela primeira vez, mas sim no restaurante da praia da Adraga, em Almoçageme, que volta e meia gosto de lá ir provar do seu peixe, sempre de qualidade irrepreensível, acompanhando-o com um branco ou um rosé. Sugeriram-me o MR Premium, rosé, do Monte da Ravasqueira, de bela cor salmonada, e foi amor ao primeiro gole. Pela delicadeza de aromas e pela elegância de boca. “Do melhor que se faz por cá” – diz João Paulo Martins, celebrado jornalista especializado em vinhos (imperdível o seu guia) e disso sabe ele.

Não mais o larguei de vista, ainda por cima sabendo-o alentejano de Arraiolos, que no meu monte só se bebem vinhos desta terra ardente. E tantos há de qualidade superior! Por isso fui à Herdade da Ravasqueira, que sempre fica mais acessível comprá-lo na origem e enquanto não abriam a loja, por estar a decorrer uma visita às vinhas e à adega, fui espreitar o monte (a casa da herdade) e procurar saber um pouco da sua história. A Herdade há muito que está nas mãos da família de José de Mello. O próprio rótulo destes vinhos de topo celebram o empresário numa das suas outras paixões: a dos cavalos Lusitano. Não fora uma vez mais o seu critério de exigência e qualidade e não teria sido possível o quanto os seus cavalos conquistaram em competições de gabarito, como o Campeonato do Mundo de Atrelagem (umas das modalidades mais antigas do hipismo). A propósito, a herdade também guarda um verdadeiro museu particular de atrelagens, carros de cavalos e arreios, que se abre no âmbito geral da visita. Bebamos então a quantos mantêm a herança de José de Mello, família e colaboradores, honrando assim um produto que nos distingue no mercado nacional e internacional. E ao Alentejo onde sou tão feliz!

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1 comentário a “No Monte da Ravasqueira

  1. Carla

    Manuel
    Linda herdade, fiquei curiosa o brasão será da família atual ou dos antigos donos?
    Digo isto porque em Azeitão, uma quinta cujo o brasão estava no entrada de um portão, ao ser comprada por outros foi retirado por os novos inquilinos. Afinal foi um pouco de história que lhe é retirada.

    Noutro dia estive na igreja de São Roque lembrei-me de si da sua reportagem, é divina adorei.

    Um ser humano só cumpre o seu dever quando tenta aperfeiçoar os dotes que a natureza lhe deu.
    Hermann Hesse

    Abraço
    Carla

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