Histórias cá das nossas

Será a publicidade verdadeira? Essa era a questão há muitos anos, tantos os que passaram entre a minha adolescência e a minha actual adultez. Voltei a pensar nisso, agora que tanto se fala da recente campanha do Intermarché, criada a partir do novo conceito de comunicação da marca, “O Intermarché é cá dos nossos”, e materializada através de dois filmes que, apesar de distintos, tocam num ponto comum: o da proximidade com o público consumidor.

Se no primeiro a D. Alice abre a loja a meio da noite para auxiliar um casal de pais que precisa de uma lata de leite, no segundo é o Sr. Afonso quem, dando boleia à D.Maria, já de uma certa idade, a ajuda a levar as compras a casa. Na origem destes filmes publicitários estão histórias reais, com gente dentro. Histórias únicas, e tantas outras haverá, que acontecem ao longo do país, nos 278 concelhos onde o Intermarché está implantado. Sabemos que a publicidade é uma arte, usando narrativas, imagens e personagens, com o objectivo de nos seduzir para esta ou aquela marca, para este ou aquele produto, mas também sei, por experiência própria, uma vez que orgulhosamente emprestei o meu nome à marca Intermarché, em algumas situações, que há um lado afectivo muito particular e palpável entre aderentes e clientes. Pude observar que em muitas lojas Intermarché, sobretudo nos meios mais pequenos, o cliente tem nome e é visto como um amigo e efectivamente é-o quando se mostra fiel à marca. É essa ligação aderente/cliente, essa proximidade, que achávamos perdida nos balcões das antigas locandas, que é celebrada através desta tocante campanha publicitária, acabando ela por convocar todos os aderentes Intermarché, entenda-se donos de loja, e quantos trabalham sob a marca, a serem também, a seu jeito, uma D. Alice ou Sr. Afonso. Que não se perca o afecto entre a grandeza de uma loja e a variedade do que ali se vende. Porque as coisas do coração serão sempre maiores.

Recorde a conversa no programa, aqui: http://www.tvi.iol.pt/programa/voce-na-tv/2015/videos/128760/video/14250591/2

18 comentários a “Histórias cá das nossas

  1. Graça Baptista

    Sou cliente do Intermarché da Lourinhã vai quase para 11 anos; a maioria dos funcionários conheço-os desde o ínicio apesar de não ter com nenhum qualquer relação de proximidade. Há dias, quando me dirigi à peixaria ao final da tarde, e escolhi 2 abróteas médias, a funcionária franziu o nariz quando eviscerou os peixes e disse-me, com o maior profissionalismo: Minha senhora, não vai levar este peixe porque não está em condições.
    Fiquei boquiaberta com a sinceridade, agradeci porque, publicidades à parte, isto sim é serviço público.

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  2. António

    Concordo que tudo isto não passa de uma campanha publicitária e que haverá algum exagero nas atitudes da Dº Alice e do sr Afonso.
    Também é verdade que esta cadeia de supermercados não será diferente na sua politica de emprego comparada com cadeias de outras marcas.
    Sou residente em Lisboa, e com alguma frequência utilizo os serviço do Intermarche numa loja da região oeste.
    O que constato é que a qualidade, o preço de muitos produtos e a qualidade do atendimento é muito melhor relativamente a outras superficies coerciais dos grandes centros.
    E é um pouco isto que se pretende dar a conhecer com os filmes publicitários analisados.

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  3. Berta Veiga

    Oh meu querido amigo,se um dia for fazer compras ao intermarché de matosinhos vai ver como cai por terra toda a publicidade.Até a simpatia peca por ser tão escassa,quase inexistente.Beijo

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  4. Aurora Batista

    ola Manuel Luís tenho um filho que com outro sócio tem uma empresa de cogumelos shitake um projecto muito bonito de dois jovens , fica em Palmela gostava que o Manuel Luís e a Cristina os convidassem para o vosso programa você na TV . vejo todos os dias divirto me imenso beijinhos

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  5. Helena

    Caro Manuel, a publicidade do bébé a chorar com fome é de uma profunda estupidez sem tamanho. se aquilo fosse verdade aqueles pais podiam ser apelidades de desleixados e até begligentes em relação á alimentação da criança. acho de um profundo mau gosto, e como se alguém acreditasse que aquilo fosse verdade.
    Cumprimentos

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    1. Valéria Couto

      Olá! Tenho uma cunhada bem.negligente! Às 3 da manha ligava à minha sogra que se levantasse e fosse levar tostas à menina que tinha fome! Isto me dá uma raiva!

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    2. Lina

      Concordo! de mau gosto e muito! só espero q n comecem a dar trailers das 50 sombras do outro durante o dia na TV se bem que alguns filmes e novela sja abusam.

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  6. Anónimo

    Aindo gostava de ver isto acontecer… Ou estão disponíveis para todos ou não estão para nenhuns. E quem quer comprar leite para uma criança porque deixou acabar (?!) vai à farmácia de serviço, não vai ao supermercado. Publicidade idiota e defesa da mesma pouco feliz. Mas pronto, já passou. 😉

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  7. carlos Gorjão

    tudo isso é publícidade,eu ainda não vi em lado nenhum uma Dona Alice ir abrir um supermecado dessa dimênção para vender uma lata de leite em pó,sobre tudo com a complicação que isso pode trazer,ter que chamar seguranças etc.etc.E depois a Dona Alice é só uma gerênte da marca e não a dona,isso não é a mercearia do senhor Agostinho,essas insignas teêm régas e diretivas a cumprir.N.B.pesso desculpa dos erros que possa ter feito ao escrever mas são 42 anos fora do País.

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  8. Ana Clara Bernardes

    Olá Manuel
    Pronto, tenho mesmo que desabafar: não suporto o anúncio em que o bébé chora, um choro aflitivo, com fome, em que um par de adultos demonstram uma total ausência de competência para cuidar do mesmo. Não só eu, mas inúmeras pessoas que conheço, reteve a mesma impressão negativa e não a mensagem de uma empresa que está mais próxima dos seus clientes.
    A primeira vez que vi a referida publicidade pensei que era uma campanha de sensibilização para a negligência e maus tratos infligidos a crianças. Creio que bastava retratar a verdadeira história (deslocação dos pais a casa de uma familiar e necessitarem de algo) e o objetivo seria plenamente atingido. Caramba, eu nem a comida do Sr. Silva (um ilustre canário, com pretensões a gente), deixo acabar cá em casa, quanto mais a de um bébé que não pode comer outra coisa!… Ok, pode sempre ficar o registo “sorte haver um intermarché por perto”.
    Agora que já desabafei, resta-me desejar-lhe um fabuloso ano 2015 e parabéns pelos “59” anos.

    Ana Clara

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    1. Inês

      Valha-me Deus, quanto exagero! Que pai nunca falhou? Por esta ordem de ideias todos os pais neste mundo deveriam estar encarcerados por negligência.
      Ninguém é perfeito e é por isso que esta história faz sentido. Ou será que a “D. Alice” iria sair de casa a meio da noite para abrir a loja a um casal que ia jantar a casa de uns familiares e se esqueceu de comprar uma garrafa de vinho?

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  9. Lina

    É também o supermercado que despede funcionários ao fim de anos em que já n podem legalmente continuar a renovar o contrato, despedimento por estinção do posto de trabalho e coloca outros a fazer o seu trabalho mas só com nome de categoria diferente para poder contornar a lei.

    Tantos casos então no SDomingos de Rana era só ver os ‘papéis’.

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  10. Luis Miguel Ramos

    Eu vivo em Lisboa, Telheiras, e há duas grandes superfícies comerciais onde costumo fazer compras. E posso dizer que sinto essa relação de proximidade com muitos dos funcionários de ambos os hipermercados e vejo que há outros clientes que também gostam do atendimento e falam com as donas Alices 😉

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  11. José Jorge de sousa martins

    Sem dúvida é sempre bom saber que além de clientes ainda são conhecidos e os tratam por o nome e lá está a fidelidade dos clientes. um bem haja a essa gente

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