Fatias de Tomar

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Imagine só que de uma imensa gemada resulta este doce de babar. Assim são as Fatias de Tomar, da cidade mesmo, e têm todo o ar de ser de origem conventual. Eu tenho a panela indicada para as fazer, o que torna tudo ainda mais fácil, mas na falta desta pode preparar a receita usando um outro banho-maria: uma forma que se feche, dentro de um tacho com água quente, tudo levado ao lume.

Manda a receita tradicional que se usem 24 gemas, mas confesso que, à falta de tantas, fiz a receita com metade.
As gemas são batidas por trinta minutos na batedeira eléctrica, em velocidade moderada, para que ganhem corpo. E é essa gemada que é colocada na forma, previamente untada.
Vai esta dentro da panela que já deve estar com água quente e depois de fechada bota-se ao lume, e não no forno, por uns quarenta minutos… É necessário, volta e meia, ir repondo, através do funil da panela, a água que se vai evaporando do banho-maria. Água bem quente para que não se interrompa a fervura.
Cozido o pão de gemas, desenforma-se e espera-se que arrefeça para o fatiar com a espessura de um dedo.
Colocam-se as fatias num prato fundo.

Entretanto, prepare a calda de açúcar. Fiz com quinhentos gramas para meio litro de água. Mas tivesse eu confeccionado a receita com as duas dúzias de gemas e também teria dobrado as porções para a calda. Gosto de a perfumar com raspa de limão, de lima, ou mesmo com erva-príncipe (mas isto já sou eu a inventar). Deixe ferver a calda, suavemente, por uns cinco minutos e com ela regue as fatias ou, melhor ainda, com auxílio de uma escumadeira, mergulhe-as por breves instantes na calda, uma a uma, para que fiquem bem ensopadas. É de comer e chorar por mais!

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3 comentários a “Fatias de Tomar

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