Downton Abbey

“Não tinhas ainda visto “Downton Abbey!?” – perguntou-me quase escandalizada a Luisa Castelo Branco quando lhe disse o que andava a ver na Netflix, como se eu tivesse cometido um verdadeiro sacrilégio. “Então ainda és virgem!” reforçou com a saudável ironia que lhe reconheço e logo me lembrei da velha condessa Violet, a mãe do senhor da casa, a verdadeira guardiã dos hábitos aristocráticos herdados do século XIX, magistralmente interpretada por Dame Maggie Smith, encantadoramente sarcástica na defesa do que entendia ser a ordem natural da sociedade, ao tempo hierarquizada por títulos como os seus respectivos privilégios e convenções, ainda que cedendo às inevitáveis mudanças trazidas pelo pós-guerra e pelos, ainda que tímidos , avanços da tecnologia, como o aparecimento da torradeira, da batedeira eléctrica ou da telefonia.

Sim, confesso, ainda não tinha visto episódio que fosse da tão celebrada série, e se eu gosto do género desde a “Família Bellamy”, da década de setenta, mas lá vai esse tempo em que era de seguir, semana após semana, o andamento de uma trama. Perdi a oportunidade de a ver no seu tempo de exibição, através do canal FOX, e só há mês e meio é que aderi à Netflix e muito por causa do casamento de Harry e Meghan.

Passo a explicar: foi a Judite Sousa que me disse para ali ver uma série documental sobre os Windsor como forma de me preparar para a emissão de cinco horas em directo que teríamos pela frente dali a uns dias e em boa hora acatei a sua sugestão, que dos três episódios que a compunham colhi muitas informações que completaram outras que já dominava de diversas leituras. Uma vez aderido à Netflix foi só escolher entre o muito que se nos oferece ver entre filmes, documentários e séries e foi assim que percebi ser esta uma ocasião imperdível para “entrar” finalmente em Downton.

Já vou na quinta temporada e nem há duas semanas comecei, de tal modo a série nos agarra através da sua irrepreensível reconstituição de época, a todos os níveis, e da excelência de todo o elenco. Vejo episódios de enfiada, como que viciado nas intrigas dos que lidam “downstairs”, os empregados da casa, num tempo em que ser-se despedido sem uma carta de referências da família onde se servia era uma inevitável condenação à indigência, e os senhores, os de “upstairs”, lordes, ladies e outros titulares, confrontados com a implacabilidade de um outro tempo, de uma outra ordem. A densidade da trama revela-se capaz de criar, nos dois planos, uma teia de histórias que nos prendem ao ecrã. Não é uma série documental é ficção, e da boa, para televisão (para o canal britânico ITV) assente em dados históricos, como a luta de classes, e em que toda a tradição é posta em causa. Por alguma razão a série conquistou três globos de ouro e 15 Emmys (o equivalente aos Óscares para televisão).

Agora que me preparo para começar a ver a sexta e última temporada já decidi saborear apenas um episódio por dia, como que para adiar o fim inevitável de um viciante prazer que, enquanto espectador, há muito não sentia. Mais, decidi mesmo visitar a mansão que serve de cenário a toda a série, o castelo de Highclere. Não fosse a série televisiva e esta mais não seria que uma mansão abandonada, com degradados interiores vitorianos, numa zona rural a cinquenta minutos de Londres. Será em Setembro e prometido fica para então um novo escrito.

4 comentários a “Downton Abbey

  1. Maximiano Peixoto

    Bom dia Sr Manuel Luís Goucha o meu nome é Maximiano e moro em Braga, queria contar-lhe a minha história de forma a que pudesse ajudar-me, tipo a minha vida deu uma volta muito grande num curto espaço de tempo, vou contar tudo do inicio, eu comecei a sair com um amigo meu e começamos a andar,
    isto é eu gosto dele e ele gosta de mim. Eu estava a sentir mal em guardar segredo então em casa contei que gostava de um amigo meu e tipo não aceitaram a minha mãe
    começou a chorar a pedir que mudasse que o normal era eu gostar de mulheres o meu padrasto que pensei que ia estar do meu lado disse logo que não aceitava
    e o meu irmão tambem, começaram-me a chamar de bicho entre outras coisas.

    No dia a seguir depois do trabalho quando cheguei a casa tinha 3 sacos na garagem de roupas minhas e a minha mãe a dizer-me que não ia entrar mais em casa
    (o meu quarto estava completamente vazio), então me disse para pegar num saco e mete-lo dentro do carro e que os outros dois não ia levar que ia queima-los de forma
    que servisse de castigo.

    Eu implorei que me deixassem ficar já eram 7h não tinha para onde ir simplesmente mandaram me embora, saí de casa liguei para a minha avó pedilhe uma tenda
    (para que fosse temporário até encontrar um sítio para morar) e tipo a minha avó disse que não ia arranjar nada e para não contacta-la mais e então desligou-me o
    telemovel.

    O meu namorado já andou com outra pessoa antes de mim e tem algumas dívidas e eu trabalho e o meu salário é de 600 euros e também tem a parte da saúde que um dos nossos não consegue andar e o trabalho que temos tido.
    Agora tipo não tenho casa nem família estou mesmo desesperado.

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  2. Manuela Passarinho

    Essa série para mim foi das melhores de Todo o Sempre!
    Tenho em dvd todas as temporadas!
    Maggie Smith na personagem de Lady Violet!
    ” não seja derrotista querida, isso é muito classe média

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  3. sandra

    Eu não visitava, é melhor ficar só na imaginação, já aconteceu descuidos nas gravações da série de aparecer telemóveis e garrafas de água no cenário, prefiro imaginar que tudo está no real sítio assim a assistir sem câmaras!
    Só vi a série depois de terminar também me aconteceu o mesmo que ao Manuel, vi de enfiada e depois não queria que terminasse nunca, e até achei o fim como quase todas as séries demasiado forçado.

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  4. Maximiano Peixoto

    Sou o Maximiano e moro em Braga, sei que sou ordinário mas deixe-me contar a minha historia, por-favor Sr Manuel Luís Goucha podia contactar-me estou mesmo a precisar de falar consigo, aguardo resposta. O meu contacto é o 963656451 ou mmaxi9a.gaimola@gmail.com.

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