De surpresa em surpresa

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Se quando algo de superior qualidade diz-se ser “cinco estrelas”, então que dizer do programa de hoje? É que foi, literalmente, “dezasseis estrelas”, uma verdadeira constelação, tantas as que entraram pela cozinha dentro, e logo uma a uma para fazer render a espantação dos concorrentes, à excepção da Silvia que, conforme confessou, por não ver televisão, ficou na mesma (adoro!).

Do jornalismo à apresentação, passando pela representação, a TVI não podia estar melhor representada nesta primeira e inesperada prova de criação. O objectivo era que os concorrentes cozinhassem para os convidados, segundo um menu previamente estabelecido de dez pratos, entre peixe, carne e opções vegetarianas, que é sabido pelo menos que a Isabelinha evita uma coisa ou outra.

Reinou a boa disposição em estúdio e fora dele, que enquanto os concorrentes cozinhavam mais os chefs, que desta vez também foram chamados a oficiar, este vosso amigo galhofou, a bem dizer, o tempo todo, com os convidados. Deu para tudo, até para que a Sofia Grilo espantasse os demais com os seus dotes de adivinhação. Eu até sei como ela faz aquilo mas segredo é segredo, e depois também quero causar sensação nos meus almoços entre amigos. Agora é você que não está a perceber patavina do que eu para aqui estou a escrevinhar, mas pode ser que uma manhã destas eu faça, no programa com a Cristina, o mesmo que a Sofia fez connosco. Primeiro terei de ensaiar, que o truque é complexo.

Esta prova não foi fácil, o MasterChef é cada vez mais exigente. Estávamos a exigir pratos de grande qualidade atendendo a quantos se amesendavam no restaurante. E seriam eles a decidir qual o concorrente vencedor ao atribuírem um valor ao prato escolhido. Conforme viu, ganhou o Pedro, tendo a receita que executou obtido o valor mais elevado.

O Pedro, o concorrente de Guimarães, que tem tido alguma sorte nesta competição, ao jogar quase sempre nas equipas ganhadoras dos desafios do exterior, tem-se safado das temíveis provas de eliminação e uma vez mais isso aconteceu neste programa, ao ganhar a grande vantagem da semana: imunidade. Mas atenção: o Pedro que tem passado até aqui, como se costuma dizer, pelos “pingos da chuva”, ainda vai dar muito que falar.

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Já lho disse: o leitor/espectador acabou de ver mais um programa de hora e meia, que contudo leva três dias a ser feito, um dia para cada uma das diferentes provas que o compõem: de criação, de equipas e de eliminação.
Pois no dia seguinte, após o desafio das estrelas, quando os concorrentes entraram na cozinha depararam-se com o espaço dividido a meio e logo se fez todo o tipo de conjecturas. Mal eles sabiam que outros convidados iriam entrar: desta os ex-concorrentes, para lutarem pelo regresso à competição. É a chamada “repescagem”. Apenas a Eva faltou à chamada, lá terá tido os seus motivos, de resto foi muito bom rever todos aqueles que entretanto foram saindo de competição ao longo das semanas, sobretudo os primeiros, porque já mais distantes na nossa memória, como a Vânia, o Macedo ou a Olga. A estes juntou-se o Alessandro, o marido da Silvia que. se bem se lembra, disputou o 15º lugar da competição, tendo perdido então para a Marta, no momento de filetar uma cavala. Confesso que teria gostado que ele entrasse, seria muito interessante, a partir daqui, ver a disputa entre o casal, mas uma vez ele foi traído pela pressão.

A prova era levada da breca, com pares formados à sorte e tendo cada par que confeccionar o mesmo prato, com o mesmo sabor e o mesmo empratamento. Separados por uma parede. a comunicação entre os dois elementos de cada par tornou-se muito difícil, em alguns casos quase impossível, mas, convenhamos, muito divertida, pelas cenas que nos proporcionou. Os concorrentes e ex-concorrentes tiveram de dar tudo por tudo, eles sabiam que o par vencedor traria de volta à competição o ex-concorrente e como se isso não bastasse ainda o livraria da prova de eliminação que haveria de decorrer no dia seguinte. Assim aconteceu com a Ann-Kristin e com a Joana, a jovem de Esposende, que havia saído da competição há três semanas.
Ei-la de volta, cheia de garra e pronta a surpreender.

Com a desistência da Marita na semana passada, ficou um lugar por preencher na cozinha do MasterChef, assim sendo e uma vez que o par constituído pela Silvia e pelo Leonel apresentaram a segunda melhor receita deste desafio, o jovem transmontano que, com toda a justeza, havia “caído no goto” dos portugueses, regressa à competição. Nem deu para ele ir a casa. A saída do Leonel na semana passada causou consternação entre os seus muitos fãs que logo rotularam de injusta e descabida a nossa decisão. Redigo que o que está em causa nesta competição é apenas o talento culinário de cada concorrente e a maneira como cumprem as provas de eliminação. São estas e apenas estas, tal como o nome o indica, a ditar a eliminação do concorrente. As demais provas servem para que os concorrentes progridam na sequência do jogo MasterChef. Porque é de um jogo televisivo que se trata. Não provamos nem avaliamos caracteres ou personalidades, provamos e avaliamos receitas.
O que penso do Leonel ficou dito na semana passada, aquando da despedida. A questão que se coloca agora é esta: até que ponto este jovem conseguirá surpreender-nos e manter-se em prova? Força Leonel!

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De surpresa em surpresa até ao sushi final. Essa foi a última das três provas desta semana para a Cátia, para o Manuel, para o Márcio e para a Marta, que os outros, por mérito próprio, estavam a salvo. Exigiu-se a cada concorrente quatro variedades de sushi e quatro peças de cada, num total de dezasseis peças. Logo percebemos que para o Manuel o sushi era “canja”. Independentemente de já ter estado no Japão, este concorrente tem alguma prática na técnica do sushi, uma vez que o faz em casa para os amigos. Só mesmo com muito azar é que ele perderia nesta prova. A Cátia sempre esforçada e a levar tudo numa boa lá se desenvencilhou, sendo as provas mais fracas as da Marta e do Márcio.

O Márcio foi desde o primeiro dia um dos elementos mais sensíveis desta competição. Nem sempre foi entendido, nas redes sociais, como concorrente. É tão fácil falar-se dos outros sem os conhecermos minimamente. Este homem de grande coração vive diariamente o drama de ser pai de um filho com graves problemas de saúde. O seu Martim nasceu com uma paralisia cerebral. Foi o próprio Márcio quem o contou no primeiro programa: “disseram-me para se desligar a máquina quando ele nasceu, não lhe deram muito tempo de vida… Recusei-me a fazê-lo, senti uma sensação estranha na altura… e o certo é que já tem seis anos e ainda cá anda”. Vê-los juntos na semana passada, na prova dos concorrentes com os respectivos filhos, foi muito tocante e deu para perceber o quanto os une em amor e luta pela vida. Estamos a cinco semanas do final desta edição do MasterChef, sair da competição nesta altura é já uma vitória, mas independentemente disso sei que o Márcio saiu contente e aliviado por poder regressar a casa. Para aquele abraço.
Foi uma honra tê-lo conhecido.

Na próxima semana:

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Será preciso ter muita lata para se desenvencilharem da primeira prova. Mas o melhor será a prova de equipas, em meu entender a mais feérica desta competição: pela praia, pelo mar, pelo sítio… mas acima de tudo pelas nazarenas. Não pode perder.

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