Cocorococó!…

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Foi António Ferro quem guindou o Galo, obra dos barristas de Barcelos, à condição de símbolo nacional, isto nos idos de trinta, era ele o director do Secretariado de Propaganda Nacional, do regime de Salazar. E a coisa pegou, a ponto de não haver casa portuguesa, com certeza, que o não tivesse, galhardo, de crista rubra e muitas cores vistosas. A ideia de Ferro inscrevia-se na imagem do país que ajudou a construir, rural e folclórico, “pobrete mas alegrete”. Certo é que o Galo de Barcelos resistiu ao tempo e ao advento da Democracia e assim se mantém como fonte de inspiração para barristas de todo o país.

Disso nos dá conta a exposição patente ao público na galeria “Arte da Terra”, mesmo junto à Sé Patriarcal de Lisboa. Aos mais tradicionais artistas do figurado de Barcelos, notáveis herdeiros de mundos fantásticos, como o de Rosa Ramalho, juntam-se, nesta iniciativa, outros valores, com novas perspectivas e atrevimento. Pelo que a arte do barro pode, ali, continuar a cantar de galo, até dia vinte de Setembro.

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Quando um galo se veste “à Goucha” é no que dá. Até na crista somos parecidos! “Ganda” galo!

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Arte da Terra

Rua de Augusto Rosa, 40

Lisboa

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