Aquivos por Autor: admin

Parabéns TVI!

Mais um ano e já lá vão vinte e cinco, bodas de prata, na vida de uma estação de televisão, e de uns quantos profissionais que nela trabalham desde a sua primeira hora. À cabeça, lembro-me sempre da Paula Magalhães e do Luis Cunha Velho, sabendo que estarei a ser injusto ao esquecer outros que igualmente fizeram parte do arranque do canal, viveram os primeiros tempos de incerteza e muitas dificuldades e ainda hoje se mantêm dedicados e orgulhosos na casa que ajudaram a guindar ao patamar cimeiro das audiências. Para todos eles, que na maioria dos casos não são, nem querem ser, notícia, porque oficiando fora do âmbito público, o meu reconhecimento neste dia festivo. Calhou a data numa semana que tirei de férias, a única que podia ter entre dois projectos televisivos extra, um já concluído e outro por estrear (está por dias, nem meia dúzia!). Bem, férias é uma força de expressão, que o que fiz mesmo foi um fim-de-semana não muito longe e o mais dos dias, os ditos úteis, na quietude do monte, serão passados também na preparação do desafio que começará já no próximo Domingo. Falto por isso à emissão especial idealizada a partir dos programas que habitualmente ocupam a antena, mas acabarei por estar no programa da noite, uma vez que gravámos uma gala especial de “A tua cara não me é estranha” para a ocasião. Couberam-me, também, as conversas com os artistas convidados que, neste formato, antecedem sempre cada actuação/imitação e por isso foi bom viajar no tempo através das memórias e das canções de muitas novelas e algumas séries que fazem a história da TVI. Curiosamente, uma das participantes desta gala é a Mónica Sintra que precisamente há vinte e cinco anos, se estreava, na televisão, na TVI, num concurso de jovens talentos, integrado no ambicioso e pioneiro programa “Momentos de Glória” que eu apresentava. Vinte e cinco anos depois preparo-me para um desafio diferente mas de igual modo hercúleo… mas isso agora não interessa nada, isto sou eu a divagar, mais atento que ando aos sinais da Vida! Importa é celebrar consigo o dia de hoje, porque sem si nada disto faria sentido! Por isso decidi já mostrar-lhe aqui alguns momentos da gala desta noite, um espectáculo feito de muitas recordações.

Um português em Paris

“Ainda por aqui?” – perguntei-lhe mal vi o seu sorriso de saudação! “Claro! Quando se está muito bem, para quê mudar?” – respondeu-me prontamente este português de Viana do Castelo, há seis anos oficiando no “L’atelier” de Joël Robuchon, mais um dos grandes nomes da cozinha francesa.

Fernando Barbosa é um homem orgulhoso do que já conseguiu profissionalmente, hoje é digamos que o responsável por aquele celebrado restaurante, uma verdadeira escola na arte de cozinhar e receber. Sempre que vou a Paris não deixo de ir ali almoçar, pelo ambiente e sobretudo pela ementa, moderna, criativa e delicada, onde acabo por repetir algumas receitas já clássicas, como a entrada de beringela e filetes de anchova, o mini-hambúrguer, o peito de pombo, sem esquecer o melhor puré de batata que alguma vez provei (a fazer fé no que me confidenciou, um verdadeiro atentado calórico, já que leva tanto do tubérculo como de manteiga!). “Melhor só o da minha mãe!” – diz-me perante a gabação, para acrescentar, que a visita todos os meses, no Minho Alto onde nasceu. Ao dizer-lhe que desta não ia escolher sobremesa alguma por andar a cortar no açúcar, consciente dos meus habituais exageros, logo me sugeriu uma, sem pitada dele que fosse, feita de puré de manga e com meia esfera cristalizada de coco com recheio do mesmo. Fundia-se na boca, leve, ligeira, gulosa … do melhor que alguma vez saboreei!

Cuidadoso e atento, e não apenas comigo por ser português, Fernando revela-se, nos mais pequenos pormenores, um profissional de mão cheia. Acabámos na cozinha, que se apresenta à vista de todos, numa algaraviada, tantas as línguas ali faladas. A minha vontade era voltar no dia seguinte, para tudo repetir, não tivesse de regressar à vida real, mas ali há sempre uma próxima!

Gosto ou chiquismo?

O Manuel Luís gosta mesmo daquela cozinha ou é só por ser chique?! – perguntou-me, assim de supetão, a Fátima, senhora do público que estimo, por certo levada por uma foto que publiquei no meu instagram (mlgoucha) de um jantar que fiz num dos restaurantes parisienses de Alain Ducasse, um dos melhores chefs da cozinha francesa, de fama mundial. Aquela cozinha, de que falava a Fátima, é o que muitos chamam de cozinha de autor, eu diria, no caso, uma cozinha francesa contemporânea, resultado de anos de trabalho e experimentação, de apuro técnico e estético e de respeito pela qualidade e características dos produtos. Uma cozinha inteligente, porque assente em métodos de confecção saudáveis, também por isso actual e moderna, eu diria de estação, porque privilegiando os produtos do mercado, criativa e apelativa na sua eficácia cromática e na mancebia de sabores. Nada de uma cozinha estrambólica antes simples e em que as coisas têm o sabor que devem ter, porém delicada e sobriamente requintada.
O conceito é sempre o da qualidade do produto sem excluir uma certa fantasia gustativa.

Sim, gosto muito de cozinha de autor, tal como gosto da chamada cozinha de conforto, aquela que nos remete para a cozinha das avós, feita de suave quentura e de muito afecto. São emoções distintas unidas pela mesma verdade: o gozo dos sentidos!

Um Hotel de excelência!

É verdade que já pernoitei noutros mas, em Paris, é no Hotel “Le Meurice” que gosto de ficar! É um dos grandes hotéis da capital francesa, com uma história de mais de cento e oitenta anos que começa quando Augustin Meurice, chefe dos correios, decide abrir, para os seus clientes ingleses, um confortável albergue junto do terminal da diligência que vinha de Calais, à rua do “Faubourg de Saint-Honoré”.

Em 1835, o Hotel cresceu e implantou-se na rua Rivoli, junto ao Palácio das Tulherias, conquistando rapidamente o agrado de muitas figuras da realeza, da aristocracia e das artes, atraídas pelo requinte dos quartos e salões, pela qualidade do serviço e pela sua excepcional localização no coração da cidade, junto às boutiques de luxo, aos grandes bancos e à Ópera. É a proximidade da Ópera que me agrada particularmente, se bem que não resista, nem que seja só para ver as montras, à loja “Dolce e Gabbana”, que a bem dizer é ao virar da esquina.

Independentemente das reformas a que o Hotel foi assistindo ao longo dos anos, o estilo Louis XVI prevalece nos salões de estar e na soberba sala de refeições, com as suas pilastras de mármore, colunas “dóricas” e bronzes fulgentes, e onde podemos saborear a superlativa cozinha de Alain Ducasse. Há dez anos ocorreu a mais recente modernização do Hotel por intervenção de Philippe Starck e, se bem que seja nítido um progresso estético em todos os espaços públicos, também é visível o grande respeito que o designer mostrou pela essência deste que é dos mais icónicos hotéis-palácio de Paris. Gosto especialmente das soluções que encontrou para o restaurante Dalí, onde o génio da pintura e da excentricidade, cliente do Hotel ao longo de trinta anos, é celebrado. Quando Dalí não pintava gostava de receber naquela que era a sua segunda casa, a suite Alfonso XIII (assim baptizada em memória do rei de Espanha que ali passou largas temporadas, em pleno exílio): “esta tarde vêm-me visitar físicos, sábios, lésbicas, bailarinas, pederastas, editores ou jornalistas, porque todos querem algo de mim, precisam de mim!”, comentava o próprio junto de Lluís Llongueras quando este ali se deslocava para lhe cortar o cabelo e cofiar o bigode, segundo conta o famoso cabeleireiro no seu livro “Todo Dalí”.

Entrar no Hotel “Le Meurice” é entrar um mundo de fascinantes estórias e sofisticação.

Paris a preto e branco!

É o que resta do antigo Palácio das Tulherias mandado construir por Catarina de Médicis já então viúva de Henrique II de França. Estou em crer que o Jardim das Tulherias é o mais antigo parque público de Paris (século XVI), e por certo dos mais bonitos, senão mesmo o mais bonito. Eu, pelo menos, não me canso de por lá passear, uma hora que seja a cada ida. Gosto, particularmente, de o fazer em dias luminosos, o que desta não aconteceu, e frios, isso sim que o termómetro estava a zero mas nada que impedisse os parisienses de passear em família ou praticar a sua higiênica corrida.
Fotografar é a preto e branco, mesmo que o céu se abra em azul, que isto é uma mania cá das minhas que sigo até no vestuário com que em cada viagem me apresento. Para mim Paris é a preto e branco, eternamente sofisticada e elegante.

Estas fotografias não me são estranhas!

Nada mesmo! Fui eu a tirá-las para as publicar neste blogue com apontamentos, detalhes se preferir, lá do monte, tendo o azul-Alentejo como cor dominante. Vê-las de novo agora impressas em acrílico, em jeito de marcadores de mesa, foi uma surpresa muito agradável, só possível graças ao talento e empreendedorismo da Felipa Garnel, com a cumplicidade do Rui, que não necessita de apresentações, e da Carina, que é quem administra este espaço consoante o que escrevo e fotografo. Bem lhe digo que é aqui que me encontra!

Da Felipa digo-lhe ser daquelas amigas que muito acrescentam à minha vida, pelo que já vivemos em tempos de fazer nada ou profissionais (como as idas aos casamentos reais de William de Inglaterra ou Alberto do Mónaco), pelo que já gargalhámos, cumpliciámos ou até chorámos. Por isso jubilo com as suas alegrias e vitórias e ver esta ideia tão bem materializada levou-me imediatamente a querer deixá-la aqui como sugestão para que possa encomendar para si ou para oferecer. Imagine-se à mesa com estes individuais que podem eternizar um olhar, o seu, em momentos especiais.

Não vejo a hora de os usar ao ar livre, lá no monte onde pertencem, à mesa da amizade, onde a Felipa terá sempre um lugar muito especial.

Veja mais aqui:

Blogue: felipagarnel.iol.pt

Facebook: Felipa Home Collection

Um templo da alta-costura


Já tinha estado no seu atelier e disso, então, aqui dei conta, numa visita guiada de uma hora, sem direito a fotos, mas apenas isso, que o mais do número cinco da Avenida Marceau não era ainda o Museu que recentemente foi inaugurado e que hoje se abre à curiosidade de quem quer que seja que se interesse pela moda e pelos seus grandes criadores. Yves Saint Laurent foi-o, de facto, o maior da segunda metade do século XX, cabendo os louros dos primeiros cinquenta anos a Coco Chanel. Se Chanel deu liberdade à mulher, Yves deu-lhe poder, transformando-lhe a atitude, ao criar em 1966 o smoking, em 68 o macacão, mais tarde o safari e as transparências …
Apropriando-se do vestuário masculino, respeitando-lhe corte, conforto e praticidade ajusta-o às formas femininas combinando simplicidade e elegância. A moda de Yves acompanha e ilustra a emancipação da mulher. É às mulheres que, em todo o Mundo o vestiram, seja alta-costura (um vestido podia atingir o preço de um rolls-royce) ou da linha pronto-a-vestir, que Yves agradece, quando, após quarenta anos de criação, anuncia a sua retirada. Igualmente agradece aos fantasmas da estética que sempre perseguiu e que o inspiraram em muitas das suas coleções.

A obra de Yves Saint Laurent ecoará eternamente na História da Moda, esse mesmo património que soube explorar e honrar, em muitas das suas criações, desde as antigas togas vestais transformadas em longos drapeados, aos inspiradores excessos da Renascença trabalhados com luxo e volúpia.

Algumas das suas obras mais icónicas estão agora ali teatralmente expostas para alvoroço do olhar. Percebe-se que o criador vive em cada trama, dobra, bordado ou aplicação. Razão maior da sua vida, a criação apaziguou-lhe tormentos e angústias, sendo também por estes uma figura que me fascina.

Voltei ao seu estúdio, o coração da casa, mas desta vez fiquei só naquele espaço alvo que nem uma tela de prova, apenas desafiado pelas lombadas coloridas dos livros por onde Yves viajava.
Por largos minutos foi como se o visse olhando o espelho que cobre toda uma parede, dominando a cena, esperando que modelo a modelo os seus desenhos surgissem reflectidos que nem aparições, ainda materializados em tela crua mas já dando a perceber a exactidão das proporções, do corte e da silhueta. Sobre a sua bancada de trabalho, uma espartana prancha sobre dois cavaletes, ordenam-se alguns dos seus objectos-amuleto, recordações e os indispensáveis lápis de onde nasciam as suas tão deslumbrantes e exclusivas criações.
Imaginei ali Pierre Bergé, que, por muito que já não fosse o amante, seria sempre o sócio e guardador. Juntos fundaram e dirigiram esta casa que virou um verdadeiro império e de tão frutuosa união de almas foi o próprio Yves quem disse: ”somos como uma águia de duas cabeças, rasgando os mares, derrubando fronteiras, conquistando o mundo com uma grandeza sem igual”.

Musée Yves Saint Laurent
5, Avenue Marceau
Paris
www.museeyslparis.com

Hotel Marqués de Riscal – Desenho, arte e vinho

Despertei relativamente tarde para os hotéis vínicos, mas em boa hora o fiz, que às unidades hoteleiras de excepção, pelo menos as que vou conhecendo dentro e fora do país, juntam-se paisagens únicas, onde as vinhas definem o seu perfil e personalidade.

Elciego, no país basco, viu os seus dias animarem-se em 2006, quando Frank Gehry, celebrado criador de algumas obras icónicas da arquitectura moderna, ali fez inaugurar um impressionante hotel em ruptura com as formas clássicas, de paredes inclinadas, janelas ziguezagueantes, tectos altos e fachada ondulada em titânio e aço, onde o sol se reflete em matizes de rosa (tal como o vinho Marqués de Riscal), ouro (tal qual a malha que aconchega a garrafa) e prata (como as cápsulas que vestem o gargalo). Uma obra-prima a fazer lembrar outra das suas, se bem que o próprio negue que ela seja uma miniatura do Guggenheim de Bilbau, antes uma evolução no estilo. Qui-lo que surgisse da terra como uma videira e que se apresentasse exuberante e festivo já que vinho é prazer!

Hotel Marqués de Riscal
Elciego
Espanha
www.starwoodhotels.com

Um abraço do “tio”!

Chega amanhã ao fim mais uma edição do MasterChef, o maior programa televisivo de culinária de todo o mundo. Foi a minha quarta edição em que, ao lado dos chefes Rui Paula e Miguel Rocha Vieira, e assim tem sido desde o primeiro minuto, avaliei a prestação de dezoito concorrentes escolhidos depois de uma série de provas a que se submeteram, entre centenas de outros aspirantes, antes de entrarem na cozinha onde tudo acontece. Redigo que, entre adultos e jovens, a modalidade que prefiro é esta em que assumo a personagem de “tio” cúmplice, mas exigente, procurando sempre ser justo. Ao longo de dez programas, que se traduziram na realidade em trinta dias de gravação, pudemos viver muitos momentos desafiantes e divertidos. Trabalhar com jovens concorrentes, sendo que nesta série a média etária era particularmente baixa, permite criar um ambiente que proporciona a descontração, a brincadeira, a espontaneidade, independentemente da exigência do horário de gravações e do que se espera de cada concorrente. As lágrimas, que nos tocam no momento de cada “expulsão”, emoção partilhada em casa por si enquanto espectador, são reflexo do que cada um sente ao perceber que a aventura e o desafio ficam por ali, mas, acima de tudo, devem-se aos laços de amizade que durante aqueles meses começaram a tecer-se e que não têm de terminar assim. As gravações já decorreram há um ano e não deixa de ser interessante e estimulante perceber que estes jovens mantêm o contacto entre eles e alimentam o afecto que então nasceu. Têm todos a Vida pela frente e não faltarão oportunidades para definirem o seu caminho para a felicidade, espero porém que esta aventura televisiva, que tive o privilégio de cumpliciar, tenha ficado na memória, de cada um, como mágica, intensa e até pedagógica. Ali mostraram o seu melhor!

Há dez anos, junto com Júlia Pinheiro, iniciava-me na apresentação de um programa de talentos, “Uma Canção para mim” (até agora a melhor recordação do meu caminho, como profissional), revelando jovens vozes que arrebataram o país. Muitas delas estão aí, constituindo a novíssima geração de fadistas e cantores (Miguel Guerreiro, David Gomes, Pedro Ferreira, Beatriz Felizardo, Beatriz Costa, Bárbara Bandeira…). Quem sabe se nos concorrentes, desta ou da anterior edição de MasterChef Júnior, não estarão alguns dos futuros grandes chefs. Por ora, importa é que continuem a crescer e a formar-se, felizes. Para eles o meu obrigado por me terem deixado brincar. Para eles um abraço do “tio”!

Mais um prémio

Claro que estou muito grato pelo prémio esta tarde recebido mas confesso que fico sempre um pouco perplexo por receber estas distinções pelo meu desempenho profissional. Não entendo de outra forma o cumprimento do ofício que sempre quis, desde que me conheço como gente. Faço-o para quem me vê, por quem me vê, mas acima de tudo por mim, que cedo ganhei o respeito pelo trabalho. Não penso em prémios, não os objectivo e, sinceramente, fujo destas entregas como “diabo da cruz”. Costumo dizer que o maior prémio, o único que me interessava conquistar, deu-me a Vida quando permitiu que eu realizasse, através do trabalho apaixonado e dedicado, o sonho de criança. Sou da geração que tinha na televisão a única janela entreaberta para o mundo que nos deixavam enxergar. Na década de sessenta havia censura à informação, à cultura, aos costumes … a tudo o que nos pusesse a pensar pela nossa própria cabeça e a questionar. Contudo, foram a televisão e os grandes comunicadores de então que formaram em parte o homem que sou. Ouvir e ver Vitorino Nemésio no seu falar difícil obrigava-me, na consulta do dicionário, a perceber quão rica é a nossa língua, a verdadeira matriz, para hoje lamentar quantos a colonizam e maltratam, ainda por cima sendo alguns oficiantes do mesmo ofício. Com José Atalaya e João de Freitas Branco descobri a razão de cada instrumento e da sua função numa peça clássica e , consequentemente, viajei pelas mais arrebatadoras paisagens sonoras; com Maria Germana Tânger, ontem falecida aos noventa e oito anos, conheci o poder e o peso das palavras e a arte de as dizer, para questionar, afirmar, orar, amar… Tantos outros me inspiram, no legado que, diariamente, procuro honrar.
O homem que gosto de ser nasce da curiosidade que essa “janela” entreaberta estimulava. Aos nove anos brincava às televisões falando para o aparelho lá de casa como se de uma câmara se tratasse, inventando diálogos e histórias com pessoas que não eram ali e fui indo pelo desejo de um dia vir a ser tudo a sério. Como não estar grato à Vida quando tantos anos depois continuo a brincar … só que, há muito, dentro da caixa mágica!
Obrigado!